quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Não é fácil
É difícil de aceitar a morte, quando não se entende o que ela significa, porque é difícil saber lidar com a ausência física de alguém querido. Saber que alguém se foi e que nunca mais iremos tocar, cheirar, sorrir, conversar... é inevitavelmente triste. Essa morte, onde o espírito se separa da carne ou seja lá qual a definição correta a respeito disso, é a mais difícil de se conviver. A outra "morte", que acontece quando a vida inventa de separar as pessoas por brigas, desentendimentos ou destino, sei la, é tão dura quanto a outra. "Matar" alguém ainda vivo em vida e vivo dentro de você é uma missão árdua e um tanto estranha. Saber conviver com a ausência de alguém ainda tão presente é meio que estar com fome e saber que tem na geladeira aquele pedaço de pizza de ontem e não poder comer. Apesar da dor e de todo o esforço que se faz para aprender a lidar com isso, o conforto ao coração não vem por saber que a pessoa está ao lado de Deus ou algo assim, como na morte real. O conforto vem por saber que a pessoa está bem, feliz, viva. Vem pelos benefícios que a internet (santa internet) nos concede. Vem por, ainda de posse de alguns conhecimentos da rotina alheia ou coincidências, matar a saudade com um simples "ver de longe". E assim vai. Talvez muita gente não entenda o que é viver bem com essa feridinha aberta. Uns dizem que não da pra ser inteiramente feliz, mas da, sim. Não é fácil, mas dá! Olhar de longe, relembrar das coisas maravilhosas vividas, das palavras, da gargalhada, do carinho e das provas de amor um dia demonstradas, certamente lhe roubará um sorriso, ou uma lágrima, ou os dois juntos. E é assim que tenho lidado com essa coisa de perder alguém em vida. Como disse, não é nada fácil. Não poder telefonar ou mandar mensagem pra dizer "porra, hoje me deu uma saudade enorme de ti", é foda. Você aprende a engolir essas palavras ou dizer isso através de um texto boboca desse onde a pessoa nunca vai ler. E assim os anos irão passando, até um dia não lembrar mais que se sente saudade. Ou não, né?
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Noite passada fomos deitar pra assistir um filme e eu como sempre, claro, adormeci. Já muito sonolenta, embreagada de preguiça, num relance lento, como num sonho, entreabri meus olhos e o vi me olhando com o brando sorriso nos lábios. Em piscadas que não obedeciam o meu querer, minhas pálbrebas não aguentavam me deixar de olhos abertos para entender porquê ele me olhava. Não sei quanto tempo depois, de repente eu o ouvi falando baixinho coisas de amor, pra mim, enquanto acariciava meu rosto com um toque leve das costas das mãos. Talvez ele soubesse que eu estava levemente ouvindo, ou talvez pensasse que eu não estava ouvindo nada. Só sei que internamente fiquei radiante de sentir tanto amor na hora de dormir. Minha face deve ter adormecido com um sorriso na boca. Sonhei coisas lindas. Acordei e ele estava la, me abraçando, com sua respiração forte por conta do problema no sépto nasal. Eu o abracei, peguei na sua pele macia e branquinha, dei bom-dia ao meu amor. E assim começou a minha primeira semana de dezembro. ;)
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Palavra
"Não, ainda não encontrei a nossa palavra. A palavra capaz de mostrar que não te amo como amou Julieta, Isolda ou qualquer outra pobre coitada à mercê de uma tragédia romântica.
Gosto de você assim, simples. Gosto feito historinha da Disney, leve, pronta para o final feliz e com um enredo que quem quer que veja, saberá onde vai dar. E há de dar!
O que sinto não renderia um drama shakesperiano, mas que se foda! – Shakespeare que me desculpe, ele é um gênio... Mas que se foda mesmo! – para dramatizar, já tenho essa maldita imaginação fértil da qual você ri de vez em quando.
Você não me causa aflição, dor de barriga, tremedeira... Não! Você me faz levantar o pezinho quando nos beijamos, me estimula a querer ser alguém melhor, me faz rir e sentir que o amor é algo que caminha com a gente de mãos dadas, não sobre as nossas costas.
Por essas e por outras, continuo buscando a tal palavra... A nossa palavra. Por enquanto, uso uma frase: Eu amo você!"
(Flah Queiroz)
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quinta-feira, 17 de maio de 2012
Eu te amo não diz tudo!
O cara diz que te ama, então tá!
Ele te ama.
Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas.
Mas ouvir que é amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras. Sentir-se amado, é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso.
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou há dois anos, é vê-la tentar reconciliar você com o seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste
e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo tempestade em copo d'água.
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão...
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta. Agora, sente-se e escute: Eu te amo! Não diz tudo!
(Não sei quem é o autor, mas adorei. ;P)
Ele te ama.
Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas.
Mas ouvir que é amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras. Sentir-se amado, é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso.
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou há dois anos, é vê-la tentar reconciliar você com o seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste
e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo tempestade em copo d'água.
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão...
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta. Agora, sente-se e escute: Eu te amo! Não diz tudo!
(Não sei quem é o autor, mas adorei. ;P)
quarta-feira, 2 de maio de 2012
...
"Palavras são armas, que fazem cortes irreversíveis e nutrem a alma de coisas negativas, deixando escapar o estímulo, a vontade e a ousadia de sermos felizes". É bem verdade. Certas coisas NÃO DEVEM SER DITAS. Certas coisas devem ser engolidas ou ser jorradas num daqueles momentos em que a gente fala sozinho.
Não guardo rancor, não guardo mágoa, nunca guardei raiva. O que sinto agora me dói muito, mas sei que em algumas horas ou amanhã isso aqui já se dissolveu. Porém, o que sinto agora, fez com que meu dia inteirinho fosse frio (apesar do calor infernal que fez nessa cidade). Me senti sozinha como há muito tempo não me sentia. Essa "arma" que atirou em mim fez eu pensar e repensar em coisas que há tempos já não pensava mais. Hoje fui o gelo em pessoa. Gelada. Fria. Nada calculista. Me entrego nesses sentimentos; não por ser doente, mas por me impressionar com a capacidade que o ser humano tem em ser insensível. Preciso aprender a não mais me impressionar.
Não guardo rancor, não guardo mágoa, nunca guardei raiva. O que sinto agora me dói muito, mas sei que em algumas horas ou amanhã isso aqui já se dissolveu. Porém, o que sinto agora, fez com que meu dia inteirinho fosse frio (apesar do calor infernal que fez nessa cidade). Me senti sozinha como há muito tempo não me sentia. Essa "arma" que atirou em mim fez eu pensar e repensar em coisas que há tempos já não pensava mais. Hoje fui o gelo em pessoa. Gelada. Fria. Nada calculista. Me entrego nesses sentimentos; não por ser doente, mas por me impressionar com a capacidade que o ser humano tem em ser insensível. Preciso aprender a não mais me impressionar.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Tempo, tempo, tempo, tempo...
Mas, sabe, às vezes bate uma saudade.
Essa saudade maluca. Saudade intensa. Saudade que quase faz explodir o coração. Saudade de percorrer novamente certos caminhos que o meu Deus deu a oportunidade de caminhar. Saudade de acordar em certos lugares, ou em certos tempos. Tudo o que vivi até aqui foi tudo muito intenso e rápido. Acho que se não tivesse sido tão rápido, teria deixado de ser intenso e, quem sabe, não teria saudade. Ou teria? Sei la. Às vezes, quando não to muito legal (como agora), fecho os meus olhos e me desloco para certas situações.
Me deito aqui, na minha cama, e fico pensando, pensando, pensando. Sempre fui fiel à idéia de que tudo o que tiver de acontecer, VAI acontecer. Então, acredito que qualquer tristeza momentânea que venho a sentir, passará logo se assim tiver de ser. Até que isso aconteça, me dou de presente uma viagem no tempo para momentos felizes. Com olhos fechados, quase que posso sentir odores e sabores, sons e texturas. Posso ouvir sons, sussurros, sorrisos. E isso é maravilhoso.
Essa saudade maluca. Saudade intensa. Saudade que quase faz explodir o coração. Saudade de percorrer novamente certos caminhos que o meu Deus deu a oportunidade de caminhar. Saudade de acordar em certos lugares, ou em certos tempos. Tudo o que vivi até aqui foi tudo muito intenso e rápido. Acho que se não tivesse sido tão rápido, teria deixado de ser intenso e, quem sabe, não teria saudade. Ou teria? Sei la. Às vezes, quando não to muito legal (como agora), fecho os meus olhos e me desloco para certas situações.
Me deito aqui, na minha cama, e fico pensando, pensando, pensando. Sempre fui fiel à idéia de que tudo o que tiver de acontecer, VAI acontecer. Então, acredito que qualquer tristeza momentânea que venho a sentir, passará logo se assim tiver de ser. Até que isso aconteça, me dou de presente uma viagem no tempo para momentos felizes. Com olhos fechados, quase que posso sentir odores e sabores, sons e texturas. Posso ouvir sons, sussurros, sorrisos. E isso é maravilhoso.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Minha Bia.
Hoje é aniversário da minha irmã linda, amiga, leal, companheira, parceira, confidente, minha companhia de toda hora. Ela, que me acalma quando to com medo, que dorme ao meu lado quando eu to doente, que ri de tudo o que eu falo, que me admira, que me ouve, que me malina, que me aconselha, que sabe TUDO de mim. Ela, que era tão pequenina e que agora ta um mulherão; que peguei no colo; que coloquei pra ninar... Ela, que é tão centrada, tão mocinha, tão esperta, tão safa, tão madura. Ela, tão inteligente, tão meiga, tão dengosa.
Minha irmã foi um presente de Deus, que veio aos meus 13 anos, quando eu achava que só eu quem reinava em casa. Veio para multiplicar o nosso amor, para completar nossas vidas e acabar com a nossa monotonia. Veio com um susto grande, driblando mil barreiras e sobrevivendo as dificuldades ainda bebezinha. Bia foi valente, foi forte, foi guerreira. Surpreendeu a todos e hoje ta aí, uma adolescente cheia de vida e com um futuro brilhante pela frente.
Que venham décadas e décadas de comemorações. Que Deus te proteja de todos os males e te guie em tua caminhada. Sou sua fã, sua admiradora. Torço por você como nunca torci por outro alguém. Você plantou no meu coração o maior dos sentimentos e ele, acredite, nunca vai morrer. Que venham brigas, que venham distâncias, mas saiba que NUNCA eu vou desistir de você, porque você é e sempre será a minha maninha linda que eu tanto amo. Parabéns pelo seu dia, minha molecota. Irmã te ama muito, muito, muito. Feliz aniversário!
Minha irmã foi um presente de Deus, que veio aos meus 13 anos, quando eu achava que só eu quem reinava em casa. Veio para multiplicar o nosso amor, para completar nossas vidas e acabar com a nossa monotonia. Veio com um susto grande, driblando mil barreiras e sobrevivendo as dificuldades ainda bebezinha. Bia foi valente, foi forte, foi guerreira. Surpreendeu a todos e hoje ta aí, uma adolescente cheia de vida e com um futuro brilhante pela frente.
Que venham décadas e décadas de comemorações. Que Deus te proteja de todos os males e te guie em tua caminhada. Sou sua fã, sua admiradora. Torço por você como nunca torci por outro alguém. Você plantou no meu coração o maior dos sentimentos e ele, acredite, nunca vai morrer. Que venham brigas, que venham distâncias, mas saiba que NUNCA eu vou desistir de você, porque você é e sempre será a minha maninha linda que eu tanto amo. Parabéns pelo seu dia, minha molecota. Irmã te ama muito, muito, muito. Feliz aniversário!
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Paz.

Em novembro do ano passado estava eu em São Paulo, fazendo um curso de Orçamento de obras. Saí pela cidade para passear, comer, sei la. Era num domingo. Fui andando na Av. Paulista de "cabo a rabo" (literalmente) e comecei a observar tanta gente diferente...
Eram pessoas tatuadas, homossexuais, skatistas, mendigos, cachorros, madames, crianças, saxofonistas, pianistas, palhaços, equilibristas. Vi mímicos, cantores, velhinhos, casais apaixonados, vi beijos intensos, olhares tristes, sorrisos abertos. Carros passavam, motos faziam barulho. Poderia ser o habitual de qualquer dia em São Paulo, mas tinha algo diferente.
Foram 2.700m andando e observando. Havia alguma coisa diferente, realmente. Uma força estranha, uma vibração positiva entrou no meu coração. Não entendi o que era. Não entendo o que foi. Pode ser que tudo estivesse, mesmo, do mesmo jeitinho de sempre; pode ser que fosse coisa da minha cabeça, impressões de quem estava com saudade de São Paulo. Vai ver que fosse isso, mesmo.
De repente veio uma brisa geladinha, como se também passeasse em meio a tanta gente diferente. Não sei, mas aquela brisa também era diferente. Foi então que abri meus braços e comecei a sorrir. Sabe quando um maestro rege uma sinfonia bem serena? Suas mãos ficam num movimento leve e lento? Do mesmo jeito minhas mãos também ficaram. Eu sorri, de verdade. Minha mãe, se olhasse, diria “essa menina ta ficando doida”.
Então, aquilo penetrou no meu coração como a paz que eu sempre gostaria de ter. Que paz maravilhosa! Talvez só eu entenda o que senti. Talvez você já tenha tido essa experiência. Ser feliz sem motivo é a melhor felicidade que existe. É o mais puro significado de paz. Estava em paz. Estou em paz.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Me abraça, 2012.
Dois mil e onze...
Acredito, me fez mulher. Mulher adulta. Mulher feita. Mulher. Ser mulher, no meu conceito, é amadurecer, crescer, evoluir. Muitas mudanças... Muita coisa mudou no que eu sentia, nas coisas que eu pensava. Muitos conceitos mudaram, muita coisa se tornou desnecessária e outras, que antes nem eram vistas por mim, agora são essenciais.
Esse ano de 2011 me trouxe desafios. Desafios profissionais que me fortaleceram como pessoa. Aprendi (um pouco) a ser mais forte e a controlar meus impulsos; aprendi a ser mais prudente e a pensar mais antes de agir. Me tornei mais calma (mais ainda) para tomar decisões. Me tornei – talvez – menos emotiva e mais racional. Não por coisas da vida, mas pela própria correria que tal ano exigiu de mim.
Reconheci pessoas fundamentais e indispensáveis e, com isso, cada vez mais entendo o que é ter um (a) amigo (a). Lembro que quando eu tinha 13 anos minhas amizades tinham uma descrição. Aos 15, outra. Aos 19, mais outra. Aos 24, outra totalmente diferente. E agora, aos 26, mais outra. E sabe, eu gosto mais dessa de agora. Chamar alguém de amigo é, talvez, mais intenso do que dizer a alguém um “te amo”. Te amo esse que hoje sai da boca das pessoas feito bolinha de sabão naquele brinquedinho quando assoprado. “Te amo” é pouco perto do valor de uma amizade. Pouco, mesmo.
Graças a Deus (ao contrário do que eu diria antes) meu número de amigos é menor do que no início do ano que passou. Por ser menor, é mais precioso. Graças a Deus não tenho mágoa de ninguém, nem rancor, nem ódio, nem qualquer outra coisa ruim dentro do meu coração. Meu coração ta tão em paz que meu sorriso nesse início de ano é um dos mais sinceros que já tive. To de coração feliz por viver em paz comigo mesma, por estar fazendo o que eu realmente acho o certo a ser feito. Feliz por meus princípios não terem sido atropelados nem muito menos distorcidos pelos acontecimentos do ano e, claro, feliz por estar feliz.
Não viajei o quanto queria, mas pude estar em São Luís (cidade que me surpreendeu), Goiânia, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belém. Deu para respirar novos ares, porém não me perdôo por não ter ido aonde eu realmente queria ter ido. Quem sabe em 2012 eu concretize os planos e no fim esteja radiante por ter viajado o máximo que minhas condições financeiras – e de tempo – permitiram.
Se 2011 teve uma palavra, a minha foi “trabalho”. Acho que 2012 continuará sendo assim, pois entro nesse ano com a bagagem cheia de projetos e missões a serem realizadas. Entro em 2012 muito animada. Entro com um coração mais leve por ter resolvido duas pendências da minha vida. Entro mais segura, mais madura, mais confiante, mais.
Dois mil e onze agora é passado e 2012 é o presente. Um presente que quero amar, que quero cuidar, que quero viver (sem utopia alguma, que fique bem claro). Quero viver o que gosto de viver. Aliás, tem gente que diz que pelo fato de eu não viver em festas e afins, que não to vivendo. ORA, pelo amor de Deus. Meu jeito de viver e ser feliz é esse. Sou tranqüila. Mais respeito, por favor. E é sério isso. Não é despeito, nem to falando da boca pra fora. Que 2012 cada um viva sua vida como bem achar que deve viver. É simples. Se eu sou feliz assim, quem é você para julgar a minha felicidade?
Em 2012 vou cuidar de mim, trabalhar, viajar, amar. Quero ir para Bali, quero conhecer a Itália, quero mergulhar de novo, quero renovações, conhecer culturas novas. É tempo de respirar e sentir o Mundo na palma da mão. É tempo de mexer o corpo, de pintar as unhas de vermelho. É tempo de ser solidário e dividir o que Deus me deu a honra de conquistar. É tempo de novas sociedades, de novos empreendimentos e de, quem sabe, viver em uma nova cidade (por que não?). É tempo de amar meus amigos, de ser grata, de dormir mais (porque em 2011 eu dormi tão pouco). Quero quem me admira por perto. Quero quem eu admiro por perto. Quero gente egoísta e ruim bem longe de mim. Quero que todo mundo se empregue, que saiba o quão bom é ser independente e livre. Quero pegar estrada e dirigir sem rumo. Quero que meus cachorros sejam felizes e que eles sintam o amor que sinto por eles. Quero ser mãe. Quero ser uma boa mãe. Quero saúde e paz para mim, minha família e amigos... O resto, por mais clichê que seja, a gente corre atrás.
Feliz 2012!
Acredito, me fez mulher. Mulher adulta. Mulher feita. Mulher. Ser mulher, no meu conceito, é amadurecer, crescer, evoluir. Muitas mudanças... Muita coisa mudou no que eu sentia, nas coisas que eu pensava. Muitos conceitos mudaram, muita coisa se tornou desnecessária e outras, que antes nem eram vistas por mim, agora são essenciais.
Esse ano de 2011 me trouxe desafios. Desafios profissionais que me fortaleceram como pessoa. Aprendi (um pouco) a ser mais forte e a controlar meus impulsos; aprendi a ser mais prudente e a pensar mais antes de agir. Me tornei mais calma (mais ainda) para tomar decisões. Me tornei – talvez – menos emotiva e mais racional. Não por coisas da vida, mas pela própria correria que tal ano exigiu de mim.
Reconheci pessoas fundamentais e indispensáveis e, com isso, cada vez mais entendo o que é ter um (a) amigo (a). Lembro que quando eu tinha 13 anos minhas amizades tinham uma descrição. Aos 15, outra. Aos 19, mais outra. Aos 24, outra totalmente diferente. E agora, aos 26, mais outra. E sabe, eu gosto mais dessa de agora. Chamar alguém de amigo é, talvez, mais intenso do que dizer a alguém um “te amo”. Te amo esse que hoje sai da boca das pessoas feito bolinha de sabão naquele brinquedinho quando assoprado. “Te amo” é pouco perto do valor de uma amizade. Pouco, mesmo.
Graças a Deus (ao contrário do que eu diria antes) meu número de amigos é menor do que no início do ano que passou. Por ser menor, é mais precioso. Graças a Deus não tenho mágoa de ninguém, nem rancor, nem ódio, nem qualquer outra coisa ruim dentro do meu coração. Meu coração ta tão em paz que meu sorriso nesse início de ano é um dos mais sinceros que já tive. To de coração feliz por viver em paz comigo mesma, por estar fazendo o que eu realmente acho o certo a ser feito. Feliz por meus princípios não terem sido atropelados nem muito menos distorcidos pelos acontecimentos do ano e, claro, feliz por estar feliz.
Não viajei o quanto queria, mas pude estar em São Luís (cidade que me surpreendeu), Goiânia, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belém. Deu para respirar novos ares, porém não me perdôo por não ter ido aonde eu realmente queria ter ido. Quem sabe em 2012 eu concretize os planos e no fim esteja radiante por ter viajado o máximo que minhas condições financeiras – e de tempo – permitiram.
Se 2011 teve uma palavra, a minha foi “trabalho”. Acho que 2012 continuará sendo assim, pois entro nesse ano com a bagagem cheia de projetos e missões a serem realizadas. Entro em 2012 muito animada. Entro com um coração mais leve por ter resolvido duas pendências da minha vida. Entro mais segura, mais madura, mais confiante, mais.
Dois mil e onze agora é passado e 2012 é o presente. Um presente que quero amar, que quero cuidar, que quero viver (sem utopia alguma, que fique bem claro). Quero viver o que gosto de viver. Aliás, tem gente que diz que pelo fato de eu não viver em festas e afins, que não to vivendo. ORA, pelo amor de Deus. Meu jeito de viver e ser feliz é esse. Sou tranqüila. Mais respeito, por favor. E é sério isso. Não é despeito, nem to falando da boca pra fora. Que 2012 cada um viva sua vida como bem achar que deve viver. É simples. Se eu sou feliz assim, quem é você para julgar a minha felicidade?
Em 2012 vou cuidar de mim, trabalhar, viajar, amar. Quero ir para Bali, quero conhecer a Itália, quero mergulhar de novo, quero renovações, conhecer culturas novas. É tempo de respirar e sentir o Mundo na palma da mão. É tempo de mexer o corpo, de pintar as unhas de vermelho. É tempo de ser solidário e dividir o que Deus me deu a honra de conquistar. É tempo de novas sociedades, de novos empreendimentos e de, quem sabe, viver em uma nova cidade (por que não?). É tempo de amar meus amigos, de ser grata, de dormir mais (porque em 2011 eu dormi tão pouco). Quero quem me admira por perto. Quero quem eu admiro por perto. Quero gente egoísta e ruim bem longe de mim. Quero que todo mundo se empregue, que saiba o quão bom é ser independente e livre. Quero pegar estrada e dirigir sem rumo. Quero que meus cachorros sejam felizes e que eles sintam o amor que sinto por eles. Quero ser mãe. Quero ser uma boa mãe. Quero saúde e paz para mim, minha família e amigos... O resto, por mais clichê que seja, a gente corre atrás.
Feliz 2012!
domingo, 3 de julho de 2011
Página nova
Amanhã começa uma nova fase na minha vida. Essa fase vem em todos os sentidos, principalmente voltado ao profissional. Uma página ta sendo virada, para que um novo tempo comece. To bastante ansiosa, a mil. Passei meu domingo pensando, criando, estudando, lendo, maquinando.
Desde muito tempo minha vida foi recheada de projetos que, não sei porquê razão, pertubam minha cabeça. Tenho TANTOS na minha gaveta, que se eu tivesse dinheiro para colocá-los na prática, ja estava rica... Sério, me vêm idéias que eu não entendo porque certas coisas ainda não existem. Mas enfim, isso é só um desabafo, pois fico "mordida" com o fato de só pensar e não agir. Amanhã começo a colocar em prática um desses projeto e vou batalhar muito para que eu consiga seguir adiante com ele. Quero muito! :)
Que Deus ilumine minha caminhada, porque depois dessa fase tão difícil por qual a gente ta passando, preciso muito de notícias boas. Então, é isso. o/
Desde muito tempo minha vida foi recheada de projetos que, não sei porquê razão, pertubam minha cabeça. Tenho TANTOS na minha gaveta, que se eu tivesse dinheiro para colocá-los na prática, ja estava rica... Sério, me vêm idéias que eu não entendo porque certas coisas ainda não existem. Mas enfim, isso é só um desabafo, pois fico "mordida" com o fato de só pensar e não agir. Amanhã começo a colocar em prática um desses projeto e vou batalhar muito para que eu consiga seguir adiante com ele. Quero muito! :)
Que Deus ilumine minha caminhada, porque depois dessa fase tão difícil por qual a gente ta passando, preciso muito de notícias boas. Então, é isso. o/
“A vida pode ser mais leve. Mais lúdica. Se eu não brincasse, enlouqueceria. Não posso nem sei ser essa imagem que tanta gente congelou a respeito do que é ser adulto. Passo longe desse freezer. Quero o calor da vida. Quero o sonho e a realidade melhor que ele puder gerar. Quero alguma inocência que não seja maculada. Quero descobrir coisas que não suspeito existirem [...]”
(Ana Jácomo)
(Ana Jácomo)
quarta-feira, 13 de abril de 2011
É necessário
sábado, 9 de abril de 2011
Cúmplices
"(...) Todo sentimento precisa de um passado pra existir
O amor não, ele cria como por encanto um passado que nos cerca
Ele nos dá a consciência de havermos vivido anos a fio
Com alguém que a pouco era quase um estranho
Ele supre a falta de lembranças por uma espécie de mágica..."
E esse trecho desse poema explica o que a gente não consegue entender. Não tem explicação, essa é a verdade. A amizade, assim como o amor, não precisa de fundamento. É um segundo, ou um olhar, muitas vezes uma palavra de tanto efeito que nos conquista. Sempre estamos desprevenidos. Às vezes, já acreditamos que já não precisamos de mais novos amigos, que a cota já deu, que ninguém mais é páreo para ganhar nosso coração. Aí, vem alguém e PLOFT: te deixa com saudade, com ternura, com paixão. A verdade é que é muito bom ter amigos. Amigos, velhos ou novos, fazem bem ao coração, porque coração feliz é a melhor coisa do Mundo.
Não tem preço se sentir entendida por alguém. Não tem! Não tem preço essa coisa de afinidade, de compreensão, de saber que pode contar com o outro. Essa tal de cumplicidade tão requisitada em tantas relações, numa amizade se faz antes da própria amizade em si. Primeiro vem a cumplicidade e, depois, reconhece-se que existe a amizade.
Aquele juramento que se faz no altar da igreja “juro ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza”, se faz entre almas no momento em que a amizade nasce. Essas coisas entre amigos não precisam nem ser ditas com palavras, pois já se sente quando alguém é de verdade com você. Ta, CLARO, depois a gente quer ouvir aquelas coisas bonitinhas de amigos, quer ser mimada, quer ser lembrada disso.
Saber que você está nas mais ternas orações de uma pessoa, vale muito. Muito, m-e-s-m-o. Perceber que a pessoa quer o seu melhor, que quer o seu sorriso e, mais ainda, quer a sua presença, é indescritível. Melhor que isso? É sentir que é recíproco. Meu coração está radiante por ter encontrado, entre tanta gente estranha e egoísta, mais alguém com quem contar. E eu to feliz com isso, sabe?
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Mais de mim.
Estava lendo o blog da Juliana Corrêa e li o texto "Mais de mim." - de autoria dela - e me identifiquei com tantas coisas que resolvi postar aqui. A íntegra ta no blog dela. Só clicar aqui.
"Chamo as pessoas por nomes inventados na hora.
Uso o mesmo apelido pra pessoas diferentes.
Chamo palavrão.
Grito!
Me desespero por um chocolate e quando como um pedacinho enjoo logo.
Escuto brega.
Já quiz ser a madonna.
Sou aracnofóbica.
Tenho enorme desejo de ter muitos filhos e viver para cuidar da minha família.
Tenho desejos que assustam alguns.
Digo coisas que não sei o que significam.
Leio livros que mal sei do que se tratam.
Amei a vida inteira e depois descobri que não era amor.
Pergunto!
Ofendo objetos inanimados.
Tenho medo de escuro e de personagens de filmes de terror.
Me envaideço com aplausos medíocres.
Desconfio dos aplausos conciêntes.
Quando fico com raiva, grito dentro do guarda-roupas e depois tranco a porta e a raiva fica lá dentro!
Faço da vida uma filosofia.
Traço planos malígnos que nunca tenho coragem de cumprir.
Preparo minha vida pra sonhos impossíveis.
Quando estou num lugar ruim, fecho os olhos e imagino o lugar onde eu gostaria de estar, e imediatamente meu astral melhora.
Dentro da minha cabeça, mato as pessoas que me incomodam. Sendo assim, tenho um grande cemitério com túmulos cheio de flores e saudade, e outros abandonados.
Choro!
Danço sozinha no meu quarto (e garanto que é melhor do que em qualquer boite).
Tenho poucos amigos(os) verdadeiros(as).
Gargalho alto e sem motivos.
Sorrio quando estou nervosa.
Choro quando estou feliz.
Desejo!
Gasto o dinheiro que deveria ser guardado.
Me dedico a conquistar pessoas que não me interessam e acabo esquecendo de conquistar quem realmente importa.
Quando estou apaixonada, me escondo, com vergonha.
Amo ciência.
Tenho náuseas quando escuto pessoas falando frases feitas e assumindo a autoria delas.
Não sei reagir a elogios.
Me apaixono pelo vilão, e acho os mocinhos tão patéticos.
Assisto Chaves e passo mal de tanto rir.
Conto tudo pra minha mãe. Tudo mesmo. (tô nem aí se me acharem mimada)
Fico pasma quando descubro que me odeiam. "Como podem odiar alguém tão legal?" rsrs
Sei guardar segredos!
Faço declarações de amor a uma cadelinha (meu carrochinho).
Tenho tics nervosos.
Passo mais de 1hr e meia lavando o cabelo.
Aplaudo o Djavan no final do Dvd.
Me fantasio de perua, quando na verdade gosto mesmo é de tênis e bermuda.
Não gosto de rasgação de seda. Se te elogiei ou disse que te amo, é porque é verdade.
Odeio que me testem.
Existo!
Exijo!
Fujo de disputas. Prefiro deixar pra quem faz muita questão.
Ouço mil vezes a mesma música e no dia seguinte eu não consigo nem ouvir falar nela.
Detesto pessoas ilustres, viro fã das mais exóticas.
As vezes eu saturo das pessoas e desejo ser uma planta.
Sorrio!
Acho graça de mim.
Me comparo.
Desentendo.
Odeio pessoas que amei.
Amo pessoas que odiei.
Interpreto muitos personagens.
Dispo-me!
Falo de mim, mas me desconheço!"
"Chamo as pessoas por nomes inventados na hora.
Uso o mesmo apelido pra pessoas diferentes.
Chamo palavrão.
Grito!
Me desespero por um chocolate e quando como um pedacinho enjoo logo.
Escuto brega.
Já quiz ser a madonna.
Sou aracnofóbica.
Tenho enorme desejo de ter muitos filhos e viver para cuidar da minha família.
Tenho desejos que assustam alguns.
Digo coisas que não sei o que significam.
Leio livros que mal sei do que se tratam.
Amei a vida inteira e depois descobri que não era amor.
Pergunto!
Ofendo objetos inanimados.
Tenho medo de escuro e de personagens de filmes de terror.
Me envaideço com aplausos medíocres.
Desconfio dos aplausos conciêntes.
Quando fico com raiva, grito dentro do guarda-roupas e depois tranco a porta e a raiva fica lá dentro!
Faço da vida uma filosofia.
Traço planos malígnos que nunca tenho coragem de cumprir.
Preparo minha vida pra sonhos impossíveis.
Quando estou num lugar ruim, fecho os olhos e imagino o lugar onde eu gostaria de estar, e imediatamente meu astral melhora.
Dentro da minha cabeça, mato as pessoas que me incomodam. Sendo assim, tenho um grande cemitério com túmulos cheio de flores e saudade, e outros abandonados.
Choro!
Danço sozinha no meu quarto (e garanto que é melhor do que em qualquer boite).
Tenho poucos amigos(os) verdadeiros(as).
Gargalho alto e sem motivos.
Sorrio quando estou nervosa.
Choro quando estou feliz.
Desejo!
Gasto o dinheiro que deveria ser guardado.
Me dedico a conquistar pessoas que não me interessam e acabo esquecendo de conquistar quem realmente importa.
Quando estou apaixonada, me escondo, com vergonha.
Amo ciência.
Tenho náuseas quando escuto pessoas falando frases feitas e assumindo a autoria delas.
Não sei reagir a elogios.
Me apaixono pelo vilão, e acho os mocinhos tão patéticos.
Assisto Chaves e passo mal de tanto rir.
Conto tudo pra minha mãe. Tudo mesmo. (tô nem aí se me acharem mimada)
Fico pasma quando descubro que me odeiam. "Como podem odiar alguém tão legal?" rsrs
Sei guardar segredos!
Faço declarações de amor a uma cadelinha (meu carrochinho).
Tenho tics nervosos.
Passo mais de 1hr e meia lavando o cabelo.
Aplaudo o Djavan no final do Dvd.
Me fantasio de perua, quando na verdade gosto mesmo é de tênis e bermuda.
Não gosto de rasgação de seda. Se te elogiei ou disse que te amo, é porque é verdade.
Odeio que me testem.
Existo!
Exijo!
Fujo de disputas. Prefiro deixar pra quem faz muita questão.
Ouço mil vezes a mesma música e no dia seguinte eu não consigo nem ouvir falar nela.
Detesto pessoas ilustres, viro fã das mais exóticas.
As vezes eu saturo das pessoas e desejo ser uma planta.
Sorrio!
Acho graça de mim.
Me comparo.
Desentendo.
Odeio pessoas que amei.
Amo pessoas que odiei.
Interpreto muitos personagens.
Dispo-me!
Falo de mim, mas me desconheço!"
quarta-feira, 30 de março de 2011
Maria somos nós
Maria ganhou o BBB. E nós vencemos. Nós, mulheres donas das nossas vontades, dos nossos desejos, tentativas e erros. Nós que nos apaixonamos pelo lobo mau mau divertido, falante e machista. E o machismo não tem mais espaço no conto moderno nosso de cada dia. Graças a nós mesmas, que o abolimos e nos libertamos.
Maria Melilo foi Madalena, jogou-se nas fogueiras das paixões, assumiu seu cio. E atire a primeira pedra quem nunca pecou. Ou quis pecar. Todas pecamos mas, olha que coisa, não cremos mais em pecado. Quem dita o que é certo e errado quando se trata de sexo? Da nossa sexualidade? Nosso corpo nos pertence e, tatue na pele: só a nós cabe decidir o que fazer com ele.
Somos humanas, frágeis, tolas, fracas. E somos fênix, renascemos das cinzas, ágeis, fortes. Erramos e aprendemos com os deslizes. Rimos. Buscamos ajuda - nem que seja autoajuda. Lemos, trocamos ideias, confidências, ouvimos umas às outras. Experimentamos. Às vezes dá certo. Outras não dá. Damos.
E vem príncipe encantado e vão-se desencantos e não acreditamos nele, mas esperamos um dia, quem sabe... Somos clareza e contradição. Hormônios e coração. Ebulição. Somos ar, água e gelo. Derretemos. Não tentem nos desvendar pois não temos segredos. Nossos mistérios são mutantes, o que era não é, e o que é, já foi. E será diferente. Mais que mulheres, somos deusas. Rainhas. E serviçais, por que não? Somos o que escolhemos ser. Messalinas, virgens, molecas, meninas, mães e, acima dos nossos quereres, fêmeas. Dentro de nós corre a essência feminina, o dom da criação, do recriar-se. Geramos vida. Vivíssimas.
Aceitamos o que somos e não aceitamos mais o que acham que deveríamos ser. Somos mais que Amélias, mulheres de verdades. Somos bem remuneradas e donas do nosso nariz. Solteiras, casadas, separadas, nosso estado civil é nosso estado de espírito. Fiéis aos nossos instintos, damos rédeas à imaginação, rédeas soltas, claro. Ou, por opção, bem justas.
Aliás, temos um grande senso de justiça. Mas no nosso tribunal não cabem julgamentos. O veredicto é a felicidade. Queremos e buscamos ser felizes. Senão, viver pra quê? Sim, somos dramáticas. Rios de lágrimas lavam nossa pele e matam a sede. Bebemos. Falamos bobagens. Assumimos culpas alheias só para ficarmos em paz. Nos arrependemos e, sem pensar, fazemos tudo de novo. Aprender com os erros exige errar - essa é a melhor parte!
Mas sim, somos perfeitinhas. Autoestima é tudo, dizem. Acreditamos. Beijamos sapos, retocamos o batom. Fazemos mandinga, lemos horóscopos. Somos estrelas. Brilhamos. E rezamos, pedimos, agradecemos, enlouquecemos, deixamos doida a concorrência. Eles doidos. Que loucura!
Como Maria, com o apoio de milhões de votos, nós mulheres-fêmeas do século 21 somos a extinção da espécie e a renovação. Matamos o que fomos e nos tornamos a essência do que vamos ser. Enquanto isso, vamos vivendo nosso reality show diário. Vamos Mariando, simplesmente sendo. Campeãs.
por Ana Kessler
Maria Melilo foi Madalena, jogou-se nas fogueiras das paixões, assumiu seu cio. E atire a primeira pedra quem nunca pecou. Ou quis pecar. Todas pecamos mas, olha que coisa, não cremos mais em pecado. Quem dita o que é certo e errado quando se trata de sexo? Da nossa sexualidade? Nosso corpo nos pertence e, tatue na pele: só a nós cabe decidir o que fazer com ele.
Somos humanas, frágeis, tolas, fracas. E somos fênix, renascemos das cinzas, ágeis, fortes. Erramos e aprendemos com os deslizes. Rimos. Buscamos ajuda - nem que seja autoajuda. Lemos, trocamos ideias, confidências, ouvimos umas às outras. Experimentamos. Às vezes dá certo. Outras não dá. Damos.
E vem príncipe encantado e vão-se desencantos e não acreditamos nele, mas esperamos um dia, quem sabe... Somos clareza e contradição. Hormônios e coração. Ebulição. Somos ar, água e gelo. Derretemos. Não tentem nos desvendar pois não temos segredos. Nossos mistérios são mutantes, o que era não é, e o que é, já foi. E será diferente. Mais que mulheres, somos deusas. Rainhas. E serviçais, por que não? Somos o que escolhemos ser. Messalinas, virgens, molecas, meninas, mães e, acima dos nossos quereres, fêmeas. Dentro de nós corre a essência feminina, o dom da criação, do recriar-se. Geramos vida. Vivíssimas.
Aceitamos o que somos e não aceitamos mais o que acham que deveríamos ser. Somos mais que Amélias, mulheres de verdades. Somos bem remuneradas e donas do nosso nariz. Solteiras, casadas, separadas, nosso estado civil é nosso estado de espírito. Fiéis aos nossos instintos, damos rédeas à imaginação, rédeas soltas, claro. Ou, por opção, bem justas.
Aliás, temos um grande senso de justiça. Mas no nosso tribunal não cabem julgamentos. O veredicto é a felicidade. Queremos e buscamos ser felizes. Senão, viver pra quê? Sim, somos dramáticas. Rios de lágrimas lavam nossa pele e matam a sede. Bebemos. Falamos bobagens. Assumimos culpas alheias só para ficarmos em paz. Nos arrependemos e, sem pensar, fazemos tudo de novo. Aprender com os erros exige errar - essa é a melhor parte!
Mas sim, somos perfeitinhas. Autoestima é tudo, dizem. Acreditamos. Beijamos sapos, retocamos o batom. Fazemos mandinga, lemos horóscopos. Somos estrelas. Brilhamos. E rezamos, pedimos, agradecemos, enlouquecemos, deixamos doida a concorrência. Eles doidos. Que loucura!
Como Maria, com o apoio de milhões de votos, nós mulheres-fêmeas do século 21 somos a extinção da espécie e a renovação. Matamos o que fomos e nos tornamos a essência do que vamos ser. Enquanto isso, vamos vivendo nosso reality show diário. Vamos Mariando, simplesmente sendo. Campeãs.
por Ana Kessler
domingo, 27 de março de 2011
Sigo a vida conforme o roteiro, sou quase normal por fora, pra ninguém desconfiar. Mas por dentro eu deliro e questiono. Não quero uma vida pequena, um amor pequeno, um alegria que caiba dentro da bolsa. Eu quero mais que isso. Quero o que não vejo. Quero o que não entendo. Quero muito e quero sem fim. Não cresci pra viver mais ou menos, nasci com dois pares de asas, vou aonde eu me levar. Por isso, não me venha com superfícies, nada raso me satisfaz. Eu quero é o mergulho. Entrar de roupa e tudo no infinito que é a vida. E rezar – se ainda acreditar – pra sair ainda bem melhor do outro lado de lá.
Fernanda Mello
Fernanda Mello
quarta-feira, 16 de março de 2011
E esse papo de melhor amiga?

É difícil de eu assumir, mas eu não sei quem é a minha melhor amiga. Talvez por, simplesmente, todo dia uma amiga ser a minha melhor amiga. Ta, parece papo de adolescente, mas, apesar dos meus 25 anos, continuo tendo os mesmos sentimentos acerca de amizade que eu tinha há dez anos atrás. Então, se não há esse sentimento em você, não me leia, não. Você não vai entender nadinha do que eu vou escrever.
Não é que eu não tenha uma melhor amiga. Ter eu tenho. Mas não tenho a mesma melhor amiga todos os dias. Não que uma única pessoa seja várias, em dias diferentes, mas é que eu – com a graça de Deus – tenho várias, todos os dias.
Porra! Eu tenho amigas maravilhosas. Todas, claro, têm seus defeitos e confesso que às vezes eu não consigo nem chegar perto, de tão insuportáveis que são. É, eu falo mesmo. Mas, por um outro lado, minhas amigas têm virtudes tão deliciosas que consigo dizer que sou apaixonada por cada uma, de um jeito diferente. Sim, apaixonada, parece homem e mulher, SEM APETITE SEXUAL – que fique muito bem claro.
O que é estar apaixonada? É pensar, lembrar com cada coisinha, é rir do nada quando lembrar. É dizer que ama, que tem saudade. É ouvir uma música e lembrar. É ter vontade de ta perto. É fazer loucuras. É ter crises e mais crises de ciúme ridículo. É rir de qualquer coisa. É, também, sentir-se vazio quando ta longe. É brigar por ter esquecido de mim. É reclamar e se sentir idiota, depois da briga. É jantar a dois (ou a três, a quatro...). É se amar como se não houvesse amanhã e se proteger como irmãos. É tudo isso, né? É o que eu sinto por quem eu chamo de AMIGA. Mas ô droga, não é qualquer unzinho que eu conheço por aí ou que troquei meia dúzia de palavras e me simpatizei. AMIZADE DE VERDADE tem gosto de amor, de paixão, e por isso considerar alguém AMIGA, é um processo demorado, caloroso e satisfatório.
Satisfatório?
E porquê razão não seria essa a palavra? Satisfação, já diriam os conceitos, é “Contentamento; prazer que resulta da realização do que se espera, do que se deseja”. Pois é. E o que eu espero de uma amiga? Espero tanta coisa. E foda-se esse papo de “medo de se decepcionar”. Espero carinho, atenção, companheirismo. Feito irmãs, amigas se cuidam. É só isso o que eu espero. Se me decepcionar, COMO JÁ ME DECEPCIONEI, é porque não merecia a minha paixão. É porque merecia meu esquecimento. A gente tenta, né? Só que chega uma hora que a gente encontra o Sr. Limite e ele nos da um olhar 43 e a gente entende que tem gente que não merece a gente.
Enfim. Não sei quem é minha melhor amiga. Prefiro crer que as minhas são as melhores e ponto. Já tentei dividi-las em “A melhor de Uberlândia”, “A melhor de Manaus”, “A melhor de Belém”. Mas quando chego em “A melhor de Macapá”, não da certo. Aí tentei dividir a melhor por bairro, mas os bairros também coincidem. Então achei muita sacaganem esse negócio de dividir. Meu coração já é dividido, caramba.
Então, caro leitor (mentira, nem tenho leitor...HAHAHA), a parada é a seguinte: hoje a minha mãe ta sendo a minha melhor amiga de todos os tempos, desde 1985. Ontem ela tava um saco e, por um segundo, não quis ser filha dela. Só que hoje acordei cantando, na mente, a música “I Started a Joke” e senti aquela saudade de lagrimar os olhos. Aí, fodeu. Me apaixonei pela minha mãe e hoje quase não desgrudei dela. Recebi elogios, conselhos, nos beijamos, nos abraçamos muito, andamos de mãos dadas.
Amanhã? Amanhã ela vai ta um saco, de novo, e eu vou me agarrar a outra amiga. E não, meu coração não é volátil. Meu sentimento não muda. O que muda é esse rótulo de tal de Melhor Amiga – do dia, que fique bem claro.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Nós queremos dar

Pensei por muito tempo no título perfeito. Pensei em “trepar”, “transar”, “fazer amor” e finalmente em “dar”, porque no final das contas é exatamente isso o que as mulheres querem. Elas não querem trepar, não querem transar, não querem fazer amor (até porque “fazer amor” é coisa de pagodeiro), o que elas querem é dar.
Quando você dá, você está dando a alguém o que você tem de mais valioso: você mesma. É um presente, algo que a pessoa conquistou por merecimento, e que agora é dela e ela pode fazer o que quiser, porque já não te pertence mais. O que as mulheres querem, é justamente isso: Elas não querem mais pertencer a elas mesmas. Elas querem se doar.
Transar é muito bom, trepar é muito bom, gozar por si só é muito bom, mas bom mesmo é dar.
Dar não é só corpo. Dar é cabeça, dar é coração. Se uma mulher te dá, saiba que você foi o escolhido entre as milhares de opções que ela tinha. E acredite, ela realmente tinha milhares de opções.
Talvez você seja merecedor, talvez você não passe de um merda, e no final das contas isso pouca importa. Por alguma razão ela o escolheu, e então, meu caro, cabe a você, e só você, não desperdiçar tal presente.
Você pode encontrar uma multidão de mulheres querendo sexo. Mas dar, não.
Dar é a foda perfeita. Dar são os gemidos genuínos. Dar é o sexo com toda a vontade do mundo. Dar é acordar no dia seguinte e ainda querer aquela pessoa. Dar é querer agradar. Dar é aceitar ser agradada. Dar é se preocupar com o outro. Dar é bom pra caralho.
Depois que uma mulher finalmente descobre o que é dar, ela não se preocupa em esperar para dar novamente. Podem demorar meses, anos para que ela vá pra cama de novo com alguém. O que é sexo depois que se descobre a delícia de dar? As vontades são as mesmas, a necessidade de gozar é a mesma, o tesão é o mesmo, mas não é só isso que elas querem. Elas querem algo muito maior. Elas querem algo que talvez um homem nunca vá compreender. Elas querem se doar. Elas querem se entregar. Elas querem dar!
Por Marina Mello
domingo, 20 de fevereiro de 2011
"(...) você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim... avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço (...)" Caio F.
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