terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ano novo.

Tenho muito o que reclamar de 2013, mas – graças a Deus – tenho muito mais a que agradecer! Foi um ano maravilhoso, profissionalmente falando. Pelo menos se comparado ao ano de 2012, que foi devagar. A propósito, 2013 fechou um ciclo em minha vida. Me peguei perdida entre caminhos e escolhi alguns. Escolhi seguir naquilo que eu queria, ou acreditava, ou não sabia se seria o melhor pra mim, mas sempre botei cara, garra e coração na frente. Coisas surgiram, e pessoas também. Coisas se desfizeram, e pessoas me desfizeram também. Foi um ano de amadurecimento. Amadurecimento de coisas que eu pensava que já eram amadurecidas, como os meus conceitos sobre amizade. Esses que, ainda bem, sempre mudam. Esse ano me pregou peças, me trouxe algumas dores, mas todas muito bem resolvidas, hoje. Pedi muito a Deus para que aliviasse dos sentimentos que me pegaram de surpresa e que me tiraram muitas lágrimas e, confesso, meu sono. Aprendi que as pessoas sempre podem se revelar ser o oposto do que sempre mostraram ser. Aprendi que existe ingratidão de onde menos esperamos. Quer dizer, existe ingratidão onde NUNCA esperamos. E isso dói. Doeu. Passou. Encerro este ano em paz. Encerro, então, maravilhosamente bem. To feliz, realizada em várias coisas, cheia de planos pra 2014, muitas viagens planejadas, quero trabalhar muito. To com muito gás, muito animada, muito esperançosa para que seja o melhor ano de todos os tempos e, se aquele la de cima quiser, será. Há de ser! Será que vem um bebezinho por aí? Ou um casamento? Meus planos são os planos de Deus e espero, de coração, que meu lado carnaval seja mais aflorado do que nunca. E, assim será. Então, vem 2014. Vem com tudo que eu to de braços abertos! \o/

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A sua melhor metade.

Partes de um texto lindo do Daniel Bovolento, em Entre todas as coisas: "A sua melhor metade [...] não é uma das metades comuns que você encontra pela vida, nem uma das metades que você já esbarrou por aí. Ela é sua, e não de outra pessoa qualquer. A sua melhor metade não te completa, mas te faz companhia. Ela é melhor que uma metade só porque é um inteiro. E se doa por inteiro pra ser mais que um só com você. [...] Ela atravessa a rua ajudando velhinhos e te deixa admirado do outro lado com a bondade. Ela sabe ser gentil com o garçom por natureza e não vai traçar planos e fundos para te impressionar. A sua melhor metade falha e pede desculpas. Ela se fere e se machuca e se perdoa e te perdoa e fala coisas da boca pra fora e bate a porta e vai embora e volta arrependida. Mas é só sua quando olha bem fundo nos seus olhos e começa a rir, porque ela não consegue manter um ar sério perto de você. É que você contagia a sua melhor metade com algum riso, por mais estranho ou alto ou fino ou fora de ritmo ou fora de ordem ou fora de tom que você seja. [...] Ela te faz transpirar de alegria, de felicidade, de frio na barriga, de medo de perder, de dor de barriga porque comeu muito bolo de chocolate. Nah…a sua melhor metade é comilona, sim. E você acha graça quando ela se lambuza de chocolate ou faz bigode de café ou suja o nariz de sorvete ou joga creme chantilly no seu rosto ou quando faz a barba de shampoo. [...] Ela é humana e você se esquece disso às vezes jogando toda a culpa, ou a calma, ou o amor, ou a esperança ou o que quer que seja em cima dela. Mas calma… Não se preocupa. Ela é sua. Tão sua que faz barulho baixinho pra não ter acordar e anda na ponta do pé por aí. [...] Ela te faz inteiro e te dá a mão no fim do show, da padaria, da roda de samba, do shopping center e te deixa conduzir a coisa toda. A sua melhor metade gosta de te ver dormindo e dorme junto ou do outro lado do mundo pensando em você. Ela é meio suave e calma, meio nostálgica e todas essas coisas que você já sabe de cor. A sua melhor metade, na verdade, é como essa canção de ninar que você toca toda noite. Boa noite, meu bem".

domingo, 10 de novembro de 2013

De vez em quando uma vassourinha.

Têm tempos que Deus pega a vassourinha dele e vai varrendo tudo o que não serve e pesa em nossas vidas. Tudo isso porque chega um tempo em que a gente ta cheio. Cheio de um monte de coisas. E, quando chega esse tempo, é hora de esvaziar um pouco essa carga pesada, jogar fora o que não cabe mais na gente. É tempo de buscar por paz. Por mais difícil que isso seja, tem uma hora que a gente tem que permitir que a chuva lave o que nos, de certo modo, suja. É tempo de abrir os braços e deixar que algo tão invisível e essencial entre em nosso coração e nos faça feliz. Falo isso porque com o amadurecimento a gente aprende que paz, saúde e fé são os três pilares pra felicidade. Quando a gente consegue esse equilíbrio, aí sim estamos limpos para amar o que está ao nosso lado e principalmente dentro de nós pra sermos felizes. Felicidade não se alcança com ilusão. Primeiro precisamos crescer, amadurecer, enxergar e discernir o que é saudável e o que é desnecessário. Aí sim, só então depois dessas etapas, dessa desintoxicação de vida, é que nos sentimos preparados para virar qualquer página, em qualquer momento. Ser leve na vida é ser feliz por inteiro.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Minha alma

Aí uma amiga postou no Facebook um trecho de uma música do Rappa e depois fez uma análise. Achei muito verdade o que ela disse. A música é "Minha Alma". O trecho é: "Às vezes, eu falo com a vida. Às vezes é ela quem diz "Qual a paz que eu não quero conservar pra tentar ser feliz?" A análise é: "Queremos tanto a paz, mas há uma parte dela que nós mesmos desprezamos porque, talvez, essa seja a parte que não convém, que não agrada, que exige renúncia, desprendimento, perdão. E, assim,continuamos nos enganando, achando que é possível tentar ser feliz com uma paz pela metade". E assim é. :)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Consequências

Tudo o que acontece com a gente é consequência de nossas escolhas. É de praxe esse pensamento, mas tudo - tudo, mesmo - é um produto do que escolhemos pra gente. Pessoas que se afastam ou se aproximam, amores e desamores, encantos e desencantos, admiração e decepção, sucesso ou fracasso, tudo, só acontece porque, conscientes ou não, optamos por isso, por um caminho. E, muitas vezes, esse caminho não tem volta. Ou passamos a vida comemorando o sucesso e a felicidade de uma escolha ou lamentando pelas infelizes consequências (talvez não a vida toda, mas por um bom tempo). Sentimos mais essas escolhas quando lidamos com pessoas, quando as perdemos, quando ou se afastam da gente ou quando nos afastamos dela, por consequência do que ela nos fez (ou deixou de nos fazer). E assim é a vida! Por isso, temos que aproveitar e amar quem está conosco, no dia-a-dia, em todos os momentos, porque a gente não sabe o que acontecerá daqui a pouco. Deus nos testa, faz provações e nós é quem decidimos nosso caminho. Nosso livre arbítrio pesa e só temos ciência disso quando sentimos o gosto da consequência.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A verdade é que todos os anos, nos meus pré réveillons, eu meio que idealizo uma virada de ano sensacional com praia deserta, fogueira, fogos lindos, gente bonita, barriga chapada, meu amor, uma boa bebida, quem sabe violão a la Jack Johnson, banho de mar pulando ondinha, gargalhadas, abraços, amigos, amanhecer... enfim. Todo meu réveillon é broxante. Não sei se pela expectativa de ver estrelinhas a meia-noite ou se por idealizar o que até hoje, aos meus 27 anos, ainda não ter conseguido concretizar: que é passar fora da minha cidade. Ta, Deus que me perdoe por isso, porque graças a Ele eu tive a oportunidade de passar todas essas viradas de ano ao ladinho da minha mãe amada. Mas sabe o que é entrar o ano totalmente “putz, por que eu não viajei”? E o pior: sempre passo o meu dia 1º de janeiro meio borocoxô revendo as tias com seus pavês e tortas de abacaxi, de sempre. Tédio total! Por isso meu ano só começa no dia 02. E sempre com os planos de no ano que vem não deixar que isso se repita mais uma vez. E olha que nem precisa ser em Copacabana, Jurerê ou na Times Square, in New York City, ao som de "New York New York". Eu só queria mais animação, mais emoção, menos drão. Que esse próximo réveillon de 2013 seja diferente, pois, afinal de contas, estabeleci que 2013 será diferente. É hora de soprar com força essas poeirinhas instaladas na minha vida. É hora de saber aproveitar essas oportunidades que o novo ano nos oferece. Quem sabe. :)

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Sobre 2012.

“Não vou dizer que foi ruim, também não foi tão bom assim”. Então, é isso, o ano acabou. Finalmente acabou! Acabou na hora certa, bem quando eu realmente precisava renovar minhas forças e toda a minha energia, a minha alegria. Acabou sem gostinho de “quero mais”. É. Tive bastantes desilusões, desapegos (uns forçados e outros, não); chorei; fiquei triste; fui passada pra trás... enfim. Chega desse ano. Graças a Deus eu tive saúde, muita saúde. Tive muitas pessoas boas ao meu lado. Tive também meus momentos de fé, de muito amor, de alegrias, de esperança, de sossego. Tive sorrisos, brilhos nos olhos, momentos maravilhosos. Só que, sinceramente, no meu balanço final, não fico tão satisfeita assim. Descobri muitas coisas que por mais desagradáveis que fossem, me foram necessárias para fincar os pés no chão. Perdi alguém tão importante por uma escrota ironia do destino e caminhos que tomamos que não têm volta, mas também ganhei provas de amizade, de amor, de confiança; me aproximei de pessoas que se fizeram muito presentes; me cuidei mais; saí mais e dormi mais. Pena que muita coisa que eu precisava não se resolveu como deveria, mas tenho fé que 2013 será melhor e muito definitivo em minha vida. Será um ano de trabalho pesado. Um ano de muita determinação e crescimento pessoal. Quero me livrar de muita coisa que me aflige e me apegar a muita coisa que me preenche. SEI LÁ o que 2013 me reserva. Que seja especial. Que seja verdadeiro. Quero que seja muito bom pra mim e aos que amo. Quero cuidar mais do meu lado espiritual, viver mais em paz, cuidar mais das pessoas que eu amo. Quero largar desse coração de aço que 2012 criou em mim. Quero parar de ser fria, porque assim me desconheço. Quero me reencontrar. ;)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O melhor de mim

Não é mais coisa de pele. Nem de corpo. Nem de beijo. Nem de sei la o quê que costumam dizer por aí. Não é mais loucura como fora no início. É mais. É melhor. É diferente. É forte. É verdadeiro. É intenso. Aperta o peito. Engasga a garganta quando se começa a falar sobre. É mais que sexo. É mais que saliva. É abraço! É companhia. É o mesmo sonho. É o mesmo plano. É a mesma comida. É o mesmo lugar. É o mesmo programa. É brigar pelo controle da tv. É dormir ouvindo o seu coração pulsar. É acordar com a orelha ao cheiro do suvaco dele. É olhar enquanto ele dorme e ver o olho remelento abrir seguido de "te amo". É mais que te amo. Sim, é. O "te amo" é de praxe. O que sentimos é mais. Nem tem nome, eu acho. É sentir que ele mudou pra lhe fazer feliz. Que mudou pra te amar. Que mudou pra te satisfazer. Que mudou pra NÃO TE PERDER. E esse "mudei pra não te perder" é tão precioso que vale mais que infinitos "te amo". Vale mais que anel de ouro. Mais que muro pixado com declaração de amor. Vale a minha paz, o meu respeito, a minha dedicação, o meu cuidado, o meu carinho e o melhor de mim.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Não é fácil

É difícil de aceitar a morte, quando não se entende o que ela significa, porque é difícil saber lidar com a ausência física de alguém querido. Saber que alguém se foi e que nunca mais iremos tocar, cheirar, sorrir, conversar... é inevitavelmente triste. Essa morte, onde o espírito se separa da carne ou seja lá qual a definição correta a respeito disso, é a mais difícil de se conviver. A outra "morte", que acontece quando a vida inventa de separar as pessoas por brigas, desentendimentos ou destino, sei la, é tão dura quanto a outra. "Matar" alguém ainda vivo em vida e vivo dentro de você é uma missão árdua e um tanto estranha. Saber conviver com a ausência de alguém ainda tão presente é meio que estar com fome e saber que tem na geladeira aquele pedaço de pizza de ontem e não poder comer. Apesar da dor e de todo o esforço que se faz para aprender a lidar com isso, o conforto ao coração não vem por saber que a pessoa está ao lado de Deus ou algo assim, como na morte real. O conforto vem por saber que a pessoa está bem, feliz, viva. Vem pelos benefícios que a internet (santa internet) nos concede. Vem por, ainda de posse de alguns conhecimentos da rotina alheia ou coincidências, matar a saudade com um simples "ver de longe". E assim vai. Talvez muita gente não entenda o que é viver bem com essa feridinha aberta. Uns dizem que não da pra ser inteiramente feliz, mas da, sim. Não é fácil, mas dá! Olhar de longe, relembrar das coisas maravilhosas vividas, das palavras, da gargalhada, do carinho e das provas de amor um dia demonstradas, certamente lhe roubará um sorriso, ou uma lágrima, ou os dois juntos. E é assim que tenho lidado com essa coisa de perder alguém em vida. Como disse, não é nada fácil. Não poder telefonar ou mandar mensagem pra dizer "porra, hoje me deu uma saudade enorme de ti", é foda. Você aprende a engolir essas palavras ou dizer isso através de um texto boboca desse onde a pessoa nunca vai ler. E assim os anos irão passando, até um dia não lembrar mais que se sente saudade. Ou não, né?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Noite passada fomos deitar pra assistir um filme e eu como sempre, claro, adormeci. Já muito sonolenta, embreagada de preguiça, num relance lento, como num sonho, entreabri meus olhos e o vi me olhando com o brando sorriso nos lábios. Em piscadas que não obedeciam o meu querer, minhas pálbrebas não aguentavam me deixar de olhos abertos para entender porquê ele me olhava. Não sei quanto tempo depois, de repente eu o ouvi falando baixinho coisas de amor, pra mim, enquanto acariciava meu rosto com um toque leve das costas das mãos. Talvez ele soubesse que eu estava levemente ouvindo, ou talvez pensasse que eu não estava ouvindo nada. Só sei que internamente fiquei radiante de sentir tanto amor na hora de dormir. Minha face deve ter adormecido com um sorriso na boca. Sonhei coisas lindas. Acordei e ele estava la, me abraçando, com sua respiração forte por conta do problema no sépto nasal. Eu o abracei, peguei na sua pele macia e branquinha, dei bom-dia ao meu amor. E assim começou a minha primeira semana de dezembro. ;)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Palavra

‎"Não, ainda não encontrei a nossa palavra. A palavra capaz de mostrar que não te amo como amou Julieta, Isolda ou qualquer outra pobre coitada à mercê de uma tragédia romântica. Gosto de você assim, simples. Gosto feito historinha da Disney, leve, pronta para o final feliz e com um enredo que quem quer que veja, saberá onde vai dar. E há de dar! O que sinto não renderia um drama shakesperiano, mas que se foda! – Shakespeare que me desculpe, ele é um gênio... Mas que se foda mesmo! – para dramatizar, já tenho essa maldita imaginação fértil da qual você ri de vez em quando. Você não me causa aflição, dor de barriga, tremedeira... Não! Você me faz levantar o pezinho quando nos beijamos, me estimula a querer ser alguém melhor, me faz rir e sentir que o amor é algo que caminha com a gente de mãos dadas, não sobre as nossas costas. Por essas e por outras, continuo buscando a tal palavra... A nossa palavra. Por enquanto, uso uma frase: Eu amo você!" (Flah Queiroz) :~~~~~~~~

sábado, 19 de maio de 2012

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Eu te amo não diz tudo!

O cara diz que te ama, então tá!
Ele te ama.
Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas.
Mas ouvir que é amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras. Sentir-se amado, é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou há dois anos, é vê-la tentar reconciliar você com o seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste
e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo tempestade em copo d'água.

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão...

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta. Agora, sente-se e escute: Eu te amo! Não diz tudo!


(Não sei quem é o autor, mas adorei. ;P)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

...

"Palavras são armas, que fazem cortes irreversíveis e nutrem a alma de coisas negativas, deixando escapar o estímulo, a vontade e a ousadia de sermos felizes". É bem verdade. Certas coisas NÃO DEVEM SER DITAS. Certas coisas devem ser engolidas ou ser jorradas num daqueles momentos em que a gente fala sozinho.

Não guardo rancor, não guardo mágoa, nunca guardei raiva. O que sinto agora me dói muito, mas sei que em algumas horas ou amanhã isso aqui já se dissolveu. Porém, o que sinto agora, fez com que meu dia inteirinho fosse frio (apesar do calor infernal que fez nessa cidade). Me senti sozinha como há muito tempo não me sentia. Essa "arma" que atirou em mim fez eu pensar e repensar em coisas que há tempos já não pensava mais. Hoje fui o gelo em pessoa. Gelada. Fria. Nada calculista. Me entrego nesses sentimentos; não por ser doente, mas por me impressionar com a capacidade que o ser humano tem em ser insensível. Preciso aprender a não mais me impressionar.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Tempo, tempo, tempo, tempo...

Mas, sabe, às vezes bate uma saudade.
Essa saudade maluca. Saudade intensa. Saudade que quase faz explodir o coração. Saudade de percorrer novamente certos caminhos que o meu Deus deu a oportunidade de caminhar. Saudade de acordar em certos lugares, ou em certos tempos. Tudo o que vivi até aqui foi tudo muito intenso e rápido. Acho que se não tivesse sido tão rápido, teria deixado de ser intenso e, quem sabe, não teria saudade. Ou teria? Sei la. Às vezes, quando não to muito legal (como agora), fecho os meus olhos e me desloco para certas situações.
Me deito aqui, na minha cama, e fico pensando, pensando, pensando. Sempre fui fiel à idéia de que tudo o que tiver de acontecer, VAI acontecer. Então, acredito que qualquer tristeza momentânea que venho a sentir, passará logo se assim tiver de ser. Até que isso aconteça, me dou de presente uma viagem no tempo para momentos felizes. Com olhos fechados, quase que posso sentir odores e sabores, sons e texturas. Posso ouvir sons, sussurros, sorrisos. E isso é maravilhoso.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Minha Bia.

Hoje é aniversário da minha irmã linda, amiga, leal, companheira, parceira, confidente, minha companhia de toda hora. Ela, que me acalma quando to com medo, que dorme ao meu lado quando eu to doente, que ri de tudo o que eu falo, que me admira, que me ouve, que me malina, que me aconselha, que sabe TUDO de mim. Ela, que era tão pequenina e que agora ta um mulherão; que peguei no colo; que coloquei pra ninar... Ela, que é tão centrada, tão mocinha, tão esperta, tão safa, tão madura. Ela, tão inteligente, tão meiga, tão dengosa.

Minha irmã foi um presente de Deus, que veio aos meus 13 anos, quando eu achava que só eu quem reinava em casa. Veio para multiplicar o nosso amor, para completar nossas vidas e acabar com a nossa monotonia. Veio com um susto grande, driblando mil barreiras e sobrevivendo as dificuldades ainda bebezinha. Bia foi valente, foi forte, foi guerreira. Surpreendeu a todos e hoje ta aí, uma adolescente cheia de vida e com um futuro brilhante pela frente.

Que venham décadas e décadas de comemorações. Que Deus te proteja de todos os males e te guie em tua caminhada. Sou sua fã, sua admiradora. Torço por você como nunca torci por outro alguém. Você plantou no meu coração o maior dos sentimentos e ele, acredite, nunca vai morrer. Que venham brigas, que venham distâncias, mas saiba que NUNCA eu vou desistir de você, porque você é e sempre será a minha maninha linda que eu tanto amo. Parabéns pelo seu dia, minha molecota. Irmã te ama muito, muito, muito. Feliz aniversário!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Paz.




Em novembro do ano passado estava eu em São Paulo, fazendo um curso de Orçamento de obras. Saí pela cidade para passear, comer, sei la. Era num domingo. Fui andando na Av. Paulista de "cabo a rabo" (literalmente) e comecei a observar tanta gente diferente...

Eram pessoas tatuadas, homossexuais, skatistas, mendigos, cachorros, madames, crianças, saxofonistas, pianistas, palhaços, equilibristas. Vi mímicos, cantores, velhinhos, casais apaixonados, vi beijos intensos, olhares tristes, sorrisos abertos. Carros passavam, motos faziam barulho. Poderia ser o habitual de qualquer dia em São Paulo, mas tinha algo diferente.

Foram 2.700m andando e observando. Havia alguma coisa diferente, realmente. Uma força estranha, uma vibração positiva entrou no meu coração. Não entendi o que era. Não entendo o que foi. Pode ser que tudo estivesse, mesmo, do mesmo jeitinho de sempre; pode ser que fosse coisa da minha cabeça, impressões de quem estava com saudade de São Paulo. Vai ver que fosse isso, mesmo.

De repente veio uma brisa geladinha, como se também passeasse em meio a tanta gente diferente. Não sei, mas aquela brisa também era diferente. Foi então que abri meus braços e comecei a sorrir. Sabe quando um maestro rege uma sinfonia bem serena? Suas mãos ficam num movimento leve e lento? Do mesmo jeito minhas mãos também ficaram. Eu sorri, de verdade. Minha mãe, se olhasse, diria “essa menina ta ficando doida”.

Então, aquilo penetrou no meu coração como a paz que eu sempre gostaria de ter. Que paz maravilhosa! Talvez só eu entenda o que senti. Talvez você já tenha tido essa experiência. Ser feliz sem motivo é a melhor felicidade que existe. É o mais puro significado de paz. Estava em paz. Estou em paz.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Me abraça, 2012.

Dois mil e onze...

Acredito, me fez mulher. Mulher adulta. Mulher feita. Mulher. Ser mulher, no meu conceito, é amadurecer, crescer, evoluir. Muitas mudanças... Muita coisa mudou no que eu sentia, nas coisas que eu pensava. Muitos conceitos mudaram, muita coisa se tornou desnecessária e outras, que antes nem eram vistas por mim, agora são essenciais.

Esse ano de 2011 me trouxe desafios. Desafios profissionais que me fortaleceram como pessoa. Aprendi (um pouco) a ser mais forte e a controlar meus impulsos; aprendi a ser mais prudente e a pensar mais antes de agir. Me tornei mais calma (mais ainda) para tomar decisões. Me tornei – talvez – menos emotiva e mais racional. Não por coisas da vida, mas pela própria correria que tal ano exigiu de mim.

Reconheci pessoas fundamentais e indispensáveis e, com isso, cada vez mais entendo o que é ter um (a) amigo (a). Lembro que quando eu tinha 13 anos minhas amizades tinham uma descrição. Aos 15, outra. Aos 19, mais outra. Aos 24, outra totalmente diferente. E agora, aos 26, mais outra. E sabe, eu gosto mais dessa de agora. Chamar alguém de amigo é, talvez, mais intenso do que dizer a alguém um “te amo”. Te amo esse que hoje sai da boca das pessoas feito bolinha de sabão naquele brinquedinho quando assoprado. “Te amo” é pouco perto do valor de uma amizade. Pouco, mesmo.

Graças a Deus (ao contrário do que eu diria antes) meu número de amigos é menor do que no início do ano que passou. Por ser menor, é mais precioso. Graças a Deus não tenho mágoa de ninguém, nem rancor, nem ódio, nem qualquer outra coisa ruim dentro do meu coração. Meu coração ta tão em paz que meu sorriso nesse início de ano é um dos mais sinceros que já tive. To de coração feliz por viver em paz comigo mesma, por estar fazendo o que eu realmente acho o certo a ser feito. Feliz por meus princípios não terem sido atropelados nem muito menos distorcidos pelos acontecimentos do ano e, claro, feliz por estar feliz.

Não viajei o quanto queria, mas pude estar em São Luís (cidade que me surpreendeu), Goiânia, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belém. Deu para respirar novos ares, porém não me perdôo por não ter ido aonde eu realmente queria ter ido. Quem sabe em 2012 eu concretize os planos e no fim esteja radiante por ter viajado o máximo que minhas condições financeiras – e de tempo – permitiram.

Se 2011 teve uma palavra, a minha foi “trabalho”. Acho que 2012 continuará sendo assim, pois entro nesse ano com a bagagem cheia de projetos e missões a serem realizadas. Entro em 2012 muito animada. Entro com um coração mais leve por ter resolvido duas pendências da minha vida. Entro mais segura, mais madura, mais confiante, mais.

Dois mil e onze agora é passado e 2012 é o presente. Um presente que quero amar, que quero cuidar, que quero viver (sem utopia alguma, que fique bem claro). Quero viver o que gosto de viver. Aliás, tem gente que diz que pelo fato de eu não viver em festas e afins, que não to vivendo. ORA, pelo amor de Deus. Meu jeito de viver e ser feliz é esse. Sou tranqüila. Mais respeito, por favor. E é sério isso. Não é despeito, nem to falando da boca pra fora. Que 2012 cada um viva sua vida como bem achar que deve viver. É simples. Se eu sou feliz assim, quem é você para julgar a minha felicidade?

Em 2012 vou cuidar de mim, trabalhar, viajar, amar. Quero ir para Bali, quero conhecer a Itália, quero mergulhar de novo, quero renovações, conhecer culturas novas. É tempo de respirar e sentir o Mundo na palma da mão. É tempo de mexer o corpo, de pintar as unhas de vermelho. É tempo de ser solidário e dividir o que Deus me deu a honra de conquistar. É tempo de novas sociedades, de novos empreendimentos e de, quem sabe, viver em uma nova cidade (por que não?). É tempo de amar meus amigos, de ser grata, de dormir mais (porque em 2011 eu dormi tão pouco). Quero quem me admira por perto. Quero quem eu admiro por perto. Quero gente egoísta e ruim bem longe de mim. Quero que todo mundo se empregue, que saiba o quão bom é ser independente e livre. Quero pegar estrada e dirigir sem rumo. Quero que meus cachorros sejam felizes e que eles sintam o amor que sinto por eles. Quero ser mãe. Quero ser uma boa mãe. Quero saúde e paz para mim, minha família e amigos... O resto, por mais clichê que seja, a gente corre atrás.

Feliz 2012!

domingo, 3 de julho de 2011

Página nova

Amanhã começa uma nova fase na minha vida. Essa fase vem em todos os sentidos, principalmente voltado ao profissional. Uma página ta sendo virada, para que um novo tempo comece. To bastante ansiosa, a mil. Passei meu domingo pensando, criando, estudando, lendo, maquinando.

Desde muito tempo minha vida foi recheada de projetos que, não sei porquê razão, pertubam minha cabeça. Tenho TANTOS na minha gaveta, que se eu tivesse dinheiro para colocá-los na prática, ja estava rica... Sério, me vêm idéias que eu não entendo porque certas coisas ainda não existem. Mas enfim, isso é só um desabafo, pois fico "mordida" com o fato de só pensar e não agir. Amanhã começo a colocar em prática um desses projeto e vou batalhar muito para que eu consiga seguir adiante com ele. Quero muito! :)

Que Deus ilumine minha caminhada, porque depois dessa fase tão difícil por qual a gente ta passando, preciso muito de notícias boas. Então, é isso. o/
“A vida pode ser mais leve. Mais lúdica. Se eu não brincasse, enlouqueceria. Não posso nem sei ser essa imagem que tanta gente congelou a respeito do que é ser adulto. Passo longe desse freezer. Quero o calor da vida. Quero o sonho e a realidade melhor que ele puder gerar. Quero alguma inocência que não seja maculada. Quero descobrir coisas que não suspeito existirem [...]”

(Ana Jácomo)