Amanhã começa uma nova fase na minha vida. Essa fase vem em todos os sentidos, principalmente voltado ao profissional. Uma página ta sendo virada, para que um novo tempo comece. To bastante ansiosa, a mil. Passei meu domingo pensando, criando, estudando, lendo, maquinando.
Desde muito tempo minha vida foi recheada de projetos que, não sei porquê razão, pertubam minha cabeça. Tenho TANTOS na minha gaveta, que se eu tivesse dinheiro para colocá-los na prática, ja estava rica... Sério, me vêm idéias que eu não entendo porque certas coisas ainda não existem. Mas enfim, isso é só um desabafo, pois fico "mordida" com o fato de só pensar e não agir. Amanhã começo a colocar em prática um desses projeto e vou batalhar muito para que eu consiga seguir adiante com ele. Quero muito! :)
Que Deus ilumine minha caminhada, porque depois dessa fase tão difícil por qual a gente ta passando, preciso muito de notícias boas. Então, é isso. o/
domingo, 3 de julho de 2011
“A vida pode ser mais leve. Mais lúdica. Se eu não brincasse, enlouqueceria. Não posso nem sei ser essa imagem que tanta gente congelou a respeito do que é ser adulto. Passo longe desse freezer. Quero o calor da vida. Quero o sonho e a realidade melhor que ele puder gerar. Quero alguma inocência que não seja maculada. Quero descobrir coisas que não suspeito existirem [...]”
(Ana Jácomo)
(Ana Jácomo)
quarta-feira, 13 de abril de 2011
É necessário
sábado, 9 de abril de 2011
Cúmplices
"(...) Todo sentimento precisa de um passado pra existir
O amor não, ele cria como por encanto um passado que nos cerca
Ele nos dá a consciência de havermos vivido anos a fio
Com alguém que a pouco era quase um estranho
Ele supre a falta de lembranças por uma espécie de mágica..."
E esse trecho desse poema explica o que a gente não consegue entender. Não tem explicação, essa é a verdade. A amizade, assim como o amor, não precisa de fundamento. É um segundo, ou um olhar, muitas vezes uma palavra de tanto efeito que nos conquista. Sempre estamos desprevenidos. Às vezes, já acreditamos que já não precisamos de mais novos amigos, que a cota já deu, que ninguém mais é páreo para ganhar nosso coração. Aí, vem alguém e PLOFT: te deixa com saudade, com ternura, com paixão. A verdade é que é muito bom ter amigos. Amigos, velhos ou novos, fazem bem ao coração, porque coração feliz é a melhor coisa do Mundo.
Não tem preço se sentir entendida por alguém. Não tem! Não tem preço essa coisa de afinidade, de compreensão, de saber que pode contar com o outro. Essa tal de cumplicidade tão requisitada em tantas relações, numa amizade se faz antes da própria amizade em si. Primeiro vem a cumplicidade e, depois, reconhece-se que existe a amizade.
Aquele juramento que se faz no altar da igreja “juro ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza”, se faz entre almas no momento em que a amizade nasce. Essas coisas entre amigos não precisam nem ser ditas com palavras, pois já se sente quando alguém é de verdade com você. Ta, CLARO, depois a gente quer ouvir aquelas coisas bonitinhas de amigos, quer ser mimada, quer ser lembrada disso.
Saber que você está nas mais ternas orações de uma pessoa, vale muito. Muito, m-e-s-m-o. Perceber que a pessoa quer o seu melhor, que quer o seu sorriso e, mais ainda, quer a sua presença, é indescritível. Melhor que isso? É sentir que é recíproco. Meu coração está radiante por ter encontrado, entre tanta gente estranha e egoísta, mais alguém com quem contar. E eu to feliz com isso, sabe?
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Mais de mim.
Estava lendo o blog da Juliana Corrêa e li o texto "Mais de mim." - de autoria dela - e me identifiquei com tantas coisas que resolvi postar aqui. A íntegra ta no blog dela. Só clicar aqui.
"Chamo as pessoas por nomes inventados na hora.
Uso o mesmo apelido pra pessoas diferentes.
Chamo palavrão.
Grito!
Me desespero por um chocolate e quando como um pedacinho enjoo logo.
Escuto brega.
Já quiz ser a madonna.
Sou aracnofóbica.
Tenho enorme desejo de ter muitos filhos e viver para cuidar da minha família.
Tenho desejos que assustam alguns.
Digo coisas que não sei o que significam.
Leio livros que mal sei do que se tratam.
Amei a vida inteira e depois descobri que não era amor.
Pergunto!
Ofendo objetos inanimados.
Tenho medo de escuro e de personagens de filmes de terror.
Me envaideço com aplausos medíocres.
Desconfio dos aplausos conciêntes.
Quando fico com raiva, grito dentro do guarda-roupas e depois tranco a porta e a raiva fica lá dentro!
Faço da vida uma filosofia.
Traço planos malígnos que nunca tenho coragem de cumprir.
Preparo minha vida pra sonhos impossíveis.
Quando estou num lugar ruim, fecho os olhos e imagino o lugar onde eu gostaria de estar, e imediatamente meu astral melhora.
Dentro da minha cabeça, mato as pessoas que me incomodam. Sendo assim, tenho um grande cemitério com túmulos cheio de flores e saudade, e outros abandonados.
Choro!
Danço sozinha no meu quarto (e garanto que é melhor do que em qualquer boite).
Tenho poucos amigos(os) verdadeiros(as).
Gargalho alto e sem motivos.
Sorrio quando estou nervosa.
Choro quando estou feliz.
Desejo!
Gasto o dinheiro que deveria ser guardado.
Me dedico a conquistar pessoas que não me interessam e acabo esquecendo de conquistar quem realmente importa.
Quando estou apaixonada, me escondo, com vergonha.
Amo ciência.
Tenho náuseas quando escuto pessoas falando frases feitas e assumindo a autoria delas.
Não sei reagir a elogios.
Me apaixono pelo vilão, e acho os mocinhos tão patéticos.
Assisto Chaves e passo mal de tanto rir.
Conto tudo pra minha mãe. Tudo mesmo. (tô nem aí se me acharem mimada)
Fico pasma quando descubro que me odeiam. "Como podem odiar alguém tão legal?" rsrs
Sei guardar segredos!
Faço declarações de amor a uma cadelinha (meu carrochinho).
Tenho tics nervosos.
Passo mais de 1hr e meia lavando o cabelo.
Aplaudo o Djavan no final do Dvd.
Me fantasio de perua, quando na verdade gosto mesmo é de tênis e bermuda.
Não gosto de rasgação de seda. Se te elogiei ou disse que te amo, é porque é verdade.
Odeio que me testem.
Existo!
Exijo!
Fujo de disputas. Prefiro deixar pra quem faz muita questão.
Ouço mil vezes a mesma música e no dia seguinte eu não consigo nem ouvir falar nela.
Detesto pessoas ilustres, viro fã das mais exóticas.
As vezes eu saturo das pessoas e desejo ser uma planta.
Sorrio!
Acho graça de mim.
Me comparo.
Desentendo.
Odeio pessoas que amei.
Amo pessoas que odiei.
Interpreto muitos personagens.
Dispo-me!
Falo de mim, mas me desconheço!"
"Chamo as pessoas por nomes inventados na hora.
Uso o mesmo apelido pra pessoas diferentes.
Chamo palavrão.
Grito!
Me desespero por um chocolate e quando como um pedacinho enjoo logo.
Escuto brega.
Já quiz ser a madonna.
Sou aracnofóbica.
Tenho enorme desejo de ter muitos filhos e viver para cuidar da minha família.
Tenho desejos que assustam alguns.
Digo coisas que não sei o que significam.
Leio livros que mal sei do que se tratam.
Amei a vida inteira e depois descobri que não era amor.
Pergunto!
Ofendo objetos inanimados.
Tenho medo de escuro e de personagens de filmes de terror.
Me envaideço com aplausos medíocres.
Desconfio dos aplausos conciêntes.
Quando fico com raiva, grito dentro do guarda-roupas e depois tranco a porta e a raiva fica lá dentro!
Faço da vida uma filosofia.
Traço planos malígnos que nunca tenho coragem de cumprir.
Preparo minha vida pra sonhos impossíveis.
Quando estou num lugar ruim, fecho os olhos e imagino o lugar onde eu gostaria de estar, e imediatamente meu astral melhora.
Dentro da minha cabeça, mato as pessoas que me incomodam. Sendo assim, tenho um grande cemitério com túmulos cheio de flores e saudade, e outros abandonados.
Choro!
Danço sozinha no meu quarto (e garanto que é melhor do que em qualquer boite).
Tenho poucos amigos(os) verdadeiros(as).
Gargalho alto e sem motivos.
Sorrio quando estou nervosa.
Choro quando estou feliz.
Desejo!
Gasto o dinheiro que deveria ser guardado.
Me dedico a conquistar pessoas que não me interessam e acabo esquecendo de conquistar quem realmente importa.
Quando estou apaixonada, me escondo, com vergonha.
Amo ciência.
Tenho náuseas quando escuto pessoas falando frases feitas e assumindo a autoria delas.
Não sei reagir a elogios.
Me apaixono pelo vilão, e acho os mocinhos tão patéticos.
Assisto Chaves e passo mal de tanto rir.
Conto tudo pra minha mãe. Tudo mesmo. (tô nem aí se me acharem mimada)
Fico pasma quando descubro que me odeiam. "Como podem odiar alguém tão legal?" rsrs
Sei guardar segredos!
Faço declarações de amor a uma cadelinha (meu carrochinho).
Tenho tics nervosos.
Passo mais de 1hr e meia lavando o cabelo.
Aplaudo o Djavan no final do Dvd.
Me fantasio de perua, quando na verdade gosto mesmo é de tênis e bermuda.
Não gosto de rasgação de seda. Se te elogiei ou disse que te amo, é porque é verdade.
Odeio que me testem.
Existo!
Exijo!
Fujo de disputas. Prefiro deixar pra quem faz muita questão.
Ouço mil vezes a mesma música e no dia seguinte eu não consigo nem ouvir falar nela.
Detesto pessoas ilustres, viro fã das mais exóticas.
As vezes eu saturo das pessoas e desejo ser uma planta.
Sorrio!
Acho graça de mim.
Me comparo.
Desentendo.
Odeio pessoas que amei.
Amo pessoas que odiei.
Interpreto muitos personagens.
Dispo-me!
Falo de mim, mas me desconheço!"
quarta-feira, 30 de março de 2011
Maria somos nós
Maria ganhou o BBB. E nós vencemos. Nós, mulheres donas das nossas vontades, dos nossos desejos, tentativas e erros. Nós que nos apaixonamos pelo lobo mau mau divertido, falante e machista. E o machismo não tem mais espaço no conto moderno nosso de cada dia. Graças a nós mesmas, que o abolimos e nos libertamos.
Maria Melilo foi Madalena, jogou-se nas fogueiras das paixões, assumiu seu cio. E atire a primeira pedra quem nunca pecou. Ou quis pecar. Todas pecamos mas, olha que coisa, não cremos mais em pecado. Quem dita o que é certo e errado quando se trata de sexo? Da nossa sexualidade? Nosso corpo nos pertence e, tatue na pele: só a nós cabe decidir o que fazer com ele.
Somos humanas, frágeis, tolas, fracas. E somos fênix, renascemos das cinzas, ágeis, fortes. Erramos e aprendemos com os deslizes. Rimos. Buscamos ajuda - nem que seja autoajuda. Lemos, trocamos ideias, confidências, ouvimos umas às outras. Experimentamos. Às vezes dá certo. Outras não dá. Damos.
E vem príncipe encantado e vão-se desencantos e não acreditamos nele, mas esperamos um dia, quem sabe... Somos clareza e contradição. Hormônios e coração. Ebulição. Somos ar, água e gelo. Derretemos. Não tentem nos desvendar pois não temos segredos. Nossos mistérios são mutantes, o que era não é, e o que é, já foi. E será diferente. Mais que mulheres, somos deusas. Rainhas. E serviçais, por que não? Somos o que escolhemos ser. Messalinas, virgens, molecas, meninas, mães e, acima dos nossos quereres, fêmeas. Dentro de nós corre a essência feminina, o dom da criação, do recriar-se. Geramos vida. Vivíssimas.
Aceitamos o que somos e não aceitamos mais o que acham que deveríamos ser. Somos mais que Amélias, mulheres de verdades. Somos bem remuneradas e donas do nosso nariz. Solteiras, casadas, separadas, nosso estado civil é nosso estado de espírito. Fiéis aos nossos instintos, damos rédeas à imaginação, rédeas soltas, claro. Ou, por opção, bem justas.
Aliás, temos um grande senso de justiça. Mas no nosso tribunal não cabem julgamentos. O veredicto é a felicidade. Queremos e buscamos ser felizes. Senão, viver pra quê? Sim, somos dramáticas. Rios de lágrimas lavam nossa pele e matam a sede. Bebemos. Falamos bobagens. Assumimos culpas alheias só para ficarmos em paz. Nos arrependemos e, sem pensar, fazemos tudo de novo. Aprender com os erros exige errar - essa é a melhor parte!
Mas sim, somos perfeitinhas. Autoestima é tudo, dizem. Acreditamos. Beijamos sapos, retocamos o batom. Fazemos mandinga, lemos horóscopos. Somos estrelas. Brilhamos. E rezamos, pedimos, agradecemos, enlouquecemos, deixamos doida a concorrência. Eles doidos. Que loucura!
Como Maria, com o apoio de milhões de votos, nós mulheres-fêmeas do século 21 somos a extinção da espécie e a renovação. Matamos o que fomos e nos tornamos a essência do que vamos ser. Enquanto isso, vamos vivendo nosso reality show diário. Vamos Mariando, simplesmente sendo. Campeãs.
por Ana Kessler
Maria Melilo foi Madalena, jogou-se nas fogueiras das paixões, assumiu seu cio. E atire a primeira pedra quem nunca pecou. Ou quis pecar. Todas pecamos mas, olha que coisa, não cremos mais em pecado. Quem dita o que é certo e errado quando se trata de sexo? Da nossa sexualidade? Nosso corpo nos pertence e, tatue na pele: só a nós cabe decidir o que fazer com ele.
Somos humanas, frágeis, tolas, fracas. E somos fênix, renascemos das cinzas, ágeis, fortes. Erramos e aprendemos com os deslizes. Rimos. Buscamos ajuda - nem que seja autoajuda. Lemos, trocamos ideias, confidências, ouvimos umas às outras. Experimentamos. Às vezes dá certo. Outras não dá. Damos.
E vem príncipe encantado e vão-se desencantos e não acreditamos nele, mas esperamos um dia, quem sabe... Somos clareza e contradição. Hormônios e coração. Ebulição. Somos ar, água e gelo. Derretemos. Não tentem nos desvendar pois não temos segredos. Nossos mistérios são mutantes, o que era não é, e o que é, já foi. E será diferente. Mais que mulheres, somos deusas. Rainhas. E serviçais, por que não? Somos o que escolhemos ser. Messalinas, virgens, molecas, meninas, mães e, acima dos nossos quereres, fêmeas. Dentro de nós corre a essência feminina, o dom da criação, do recriar-se. Geramos vida. Vivíssimas.
Aceitamos o que somos e não aceitamos mais o que acham que deveríamos ser. Somos mais que Amélias, mulheres de verdades. Somos bem remuneradas e donas do nosso nariz. Solteiras, casadas, separadas, nosso estado civil é nosso estado de espírito. Fiéis aos nossos instintos, damos rédeas à imaginação, rédeas soltas, claro. Ou, por opção, bem justas.
Aliás, temos um grande senso de justiça. Mas no nosso tribunal não cabem julgamentos. O veredicto é a felicidade. Queremos e buscamos ser felizes. Senão, viver pra quê? Sim, somos dramáticas. Rios de lágrimas lavam nossa pele e matam a sede. Bebemos. Falamos bobagens. Assumimos culpas alheias só para ficarmos em paz. Nos arrependemos e, sem pensar, fazemos tudo de novo. Aprender com os erros exige errar - essa é a melhor parte!
Mas sim, somos perfeitinhas. Autoestima é tudo, dizem. Acreditamos. Beijamos sapos, retocamos o batom. Fazemos mandinga, lemos horóscopos. Somos estrelas. Brilhamos. E rezamos, pedimos, agradecemos, enlouquecemos, deixamos doida a concorrência. Eles doidos. Que loucura!
Como Maria, com o apoio de milhões de votos, nós mulheres-fêmeas do século 21 somos a extinção da espécie e a renovação. Matamos o que fomos e nos tornamos a essência do que vamos ser. Enquanto isso, vamos vivendo nosso reality show diário. Vamos Mariando, simplesmente sendo. Campeãs.
por Ana Kessler
domingo, 27 de março de 2011
Sigo a vida conforme o roteiro, sou quase normal por fora, pra ninguém desconfiar. Mas por dentro eu deliro e questiono. Não quero uma vida pequena, um amor pequeno, um alegria que caiba dentro da bolsa. Eu quero mais que isso. Quero o que não vejo. Quero o que não entendo. Quero muito e quero sem fim. Não cresci pra viver mais ou menos, nasci com dois pares de asas, vou aonde eu me levar. Por isso, não me venha com superfícies, nada raso me satisfaz. Eu quero é o mergulho. Entrar de roupa e tudo no infinito que é a vida. E rezar – se ainda acreditar – pra sair ainda bem melhor do outro lado de lá.
Fernanda Mello
Fernanda Mello
quarta-feira, 16 de março de 2011
E esse papo de melhor amiga?

É difícil de eu assumir, mas eu não sei quem é a minha melhor amiga. Talvez por, simplesmente, todo dia uma amiga ser a minha melhor amiga. Ta, parece papo de adolescente, mas, apesar dos meus 25 anos, continuo tendo os mesmos sentimentos acerca de amizade que eu tinha há dez anos atrás. Então, se não há esse sentimento em você, não me leia, não. Você não vai entender nadinha do que eu vou escrever.
Não é que eu não tenha uma melhor amiga. Ter eu tenho. Mas não tenho a mesma melhor amiga todos os dias. Não que uma única pessoa seja várias, em dias diferentes, mas é que eu – com a graça de Deus – tenho várias, todos os dias.
Porra! Eu tenho amigas maravilhosas. Todas, claro, têm seus defeitos e confesso que às vezes eu não consigo nem chegar perto, de tão insuportáveis que são. É, eu falo mesmo. Mas, por um outro lado, minhas amigas têm virtudes tão deliciosas que consigo dizer que sou apaixonada por cada uma, de um jeito diferente. Sim, apaixonada, parece homem e mulher, SEM APETITE SEXUAL – que fique muito bem claro.
O que é estar apaixonada? É pensar, lembrar com cada coisinha, é rir do nada quando lembrar. É dizer que ama, que tem saudade. É ouvir uma música e lembrar. É ter vontade de ta perto. É fazer loucuras. É ter crises e mais crises de ciúme ridículo. É rir de qualquer coisa. É, também, sentir-se vazio quando ta longe. É brigar por ter esquecido de mim. É reclamar e se sentir idiota, depois da briga. É jantar a dois (ou a três, a quatro...). É se amar como se não houvesse amanhã e se proteger como irmãos. É tudo isso, né? É o que eu sinto por quem eu chamo de AMIGA. Mas ô droga, não é qualquer unzinho que eu conheço por aí ou que troquei meia dúzia de palavras e me simpatizei. AMIZADE DE VERDADE tem gosto de amor, de paixão, e por isso considerar alguém AMIGA, é um processo demorado, caloroso e satisfatório.
Satisfatório?
E porquê razão não seria essa a palavra? Satisfação, já diriam os conceitos, é “Contentamento; prazer que resulta da realização do que se espera, do que se deseja”. Pois é. E o que eu espero de uma amiga? Espero tanta coisa. E foda-se esse papo de “medo de se decepcionar”. Espero carinho, atenção, companheirismo. Feito irmãs, amigas se cuidam. É só isso o que eu espero. Se me decepcionar, COMO JÁ ME DECEPCIONEI, é porque não merecia a minha paixão. É porque merecia meu esquecimento. A gente tenta, né? Só que chega uma hora que a gente encontra o Sr. Limite e ele nos da um olhar 43 e a gente entende que tem gente que não merece a gente.
Enfim. Não sei quem é minha melhor amiga. Prefiro crer que as minhas são as melhores e ponto. Já tentei dividi-las em “A melhor de Uberlândia”, “A melhor de Manaus”, “A melhor de Belém”. Mas quando chego em “A melhor de Macapá”, não da certo. Aí tentei dividir a melhor por bairro, mas os bairros também coincidem. Então achei muita sacaganem esse negócio de dividir. Meu coração já é dividido, caramba.
Então, caro leitor (mentira, nem tenho leitor...HAHAHA), a parada é a seguinte: hoje a minha mãe ta sendo a minha melhor amiga de todos os tempos, desde 1985. Ontem ela tava um saco e, por um segundo, não quis ser filha dela. Só que hoje acordei cantando, na mente, a música “I Started a Joke” e senti aquela saudade de lagrimar os olhos. Aí, fodeu. Me apaixonei pela minha mãe e hoje quase não desgrudei dela. Recebi elogios, conselhos, nos beijamos, nos abraçamos muito, andamos de mãos dadas.
Amanhã? Amanhã ela vai ta um saco, de novo, e eu vou me agarrar a outra amiga. E não, meu coração não é volátil. Meu sentimento não muda. O que muda é esse rótulo de tal de Melhor Amiga – do dia, que fique bem claro.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Nós queremos dar

Pensei por muito tempo no título perfeito. Pensei em “trepar”, “transar”, “fazer amor” e finalmente em “dar”, porque no final das contas é exatamente isso o que as mulheres querem. Elas não querem trepar, não querem transar, não querem fazer amor (até porque “fazer amor” é coisa de pagodeiro), o que elas querem é dar.
Quando você dá, você está dando a alguém o que você tem de mais valioso: você mesma. É um presente, algo que a pessoa conquistou por merecimento, e que agora é dela e ela pode fazer o que quiser, porque já não te pertence mais. O que as mulheres querem, é justamente isso: Elas não querem mais pertencer a elas mesmas. Elas querem se doar.
Transar é muito bom, trepar é muito bom, gozar por si só é muito bom, mas bom mesmo é dar.
Dar não é só corpo. Dar é cabeça, dar é coração. Se uma mulher te dá, saiba que você foi o escolhido entre as milhares de opções que ela tinha. E acredite, ela realmente tinha milhares de opções.
Talvez você seja merecedor, talvez você não passe de um merda, e no final das contas isso pouca importa. Por alguma razão ela o escolheu, e então, meu caro, cabe a você, e só você, não desperdiçar tal presente.
Você pode encontrar uma multidão de mulheres querendo sexo. Mas dar, não.
Dar é a foda perfeita. Dar são os gemidos genuínos. Dar é o sexo com toda a vontade do mundo. Dar é acordar no dia seguinte e ainda querer aquela pessoa. Dar é querer agradar. Dar é aceitar ser agradada. Dar é se preocupar com o outro. Dar é bom pra caralho.
Depois que uma mulher finalmente descobre o que é dar, ela não se preocupa em esperar para dar novamente. Podem demorar meses, anos para que ela vá pra cama de novo com alguém. O que é sexo depois que se descobre a delícia de dar? As vontades são as mesmas, a necessidade de gozar é a mesma, o tesão é o mesmo, mas não é só isso que elas querem. Elas querem algo muito maior. Elas querem algo que talvez um homem nunca vá compreender. Elas querem se doar. Elas querem se entregar. Elas querem dar!
Por Marina Mello
domingo, 20 de fevereiro de 2011
"(...) você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim... avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço (...)" Caio F.
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