sexta-feira, 27 de junho de 2014

Tem algumas boas semanas que venho pensando em te escrever, pensando em dizer as primeiras palavras direcionadas a você. Já tivemos mil conversas por pensamento, mas esperei saber se você tinha piu-piu ou pepequinha. Sabe, há muito tempo eu desejava ter um menino. Um molecão sapeca, danado, meu parceirinho. Dizem que eu sou prática... Uma bermuda e um chinelo, ta pronto! Um rapazinho pra eu ensinar a como tratar uma mulher, a ser gentil, doce e mesmo assim muito homem. Eu e seu papai sempre sonhamos com você. Há muitos anos, inclusive. E aí, engravidei. Você veio na hora, bem na hora, em que mais te quisemos. E aí todos me olhavam e uns diziam “Você ta com cara de mãe de menina!” e outros “Sua barriga é de menina”. Mas que maldade comigo se viesse menina, hein? É de praxe as mamães dizerem “O que vier, será bem vindo. Tem que vir com saúde”. Eu disse isso também, claro, porque o importante é mesmo vir com saúde, mas, confesso, meu coração pedia baixinho “me manda um menininho, meu Deus”. Sentia isso bem baixinho pra não atrair comentários indesejáveis ou pagar com a língua. Bobagem! Meu coração já me dizia que meu menino estava pronto, perfeitinho. Não sei se é o tal “instinto materno” ou se era uma vontade maior do mundo, mas, seja o que for, é você, meu Daniel. Meu pequenino, meu filho, meu amor maior. Tão amado e tão esperado, hoje vi seu pintão erguido no calor amoroso do meu ventre. Lá estava você, com gigantescos vinte centímetros de comprimento e fazendo um sorriso permanecer em nossos rostos até agora. Minhas bochechas estão doloridas, filho. Seu pai, sempre tão calado, hoje está no dia mais falante desde o dia em que o conheci. Está radiante! Você já trouxe tanto amor a nós dois, tanta felicidade, união, paz. Obrigada, filho. Sei que a notícia de hoje é só uma das primeiras de infinitas boas notícias que você trará a nossas vidas. Você já é meu lado carnaval!