quarta-feira, 20 de novembro de 2013
A sua melhor metade.
Partes de um texto lindo do Daniel Bovolento, em Entre todas as coisas: "A sua melhor metade [...] não é uma das metades comuns que você encontra pela vida, nem uma das metades que você já esbarrou por aí. Ela é sua, e não de outra pessoa qualquer. A sua melhor metade não te completa, mas te faz companhia. Ela é melhor que uma metade só porque é um inteiro. E se doa por inteiro pra ser mais que um só com você. [...] Ela atravessa a rua ajudando velhinhos e te deixa admirado do outro lado com a bondade. Ela sabe ser gentil com o garçom por natureza e não vai traçar planos e fundos para te impressionar. A sua melhor metade falha e pede desculpas. Ela se fere e se machuca e se perdoa e te perdoa e fala coisas da boca pra fora e bate a porta e vai embora e volta arrependida. Mas é só sua quando olha bem fundo nos seus olhos e começa a rir, porque ela não consegue manter um ar sério perto de você. É que você contagia a sua melhor metade com algum riso, por mais estranho ou alto ou fino ou fora de ritmo ou fora de ordem ou fora de tom que você seja. [...] Ela te faz transpirar de alegria, de felicidade, de frio na barriga, de medo de perder, de dor de barriga porque comeu muito bolo de chocolate. Nah…a sua melhor metade é comilona, sim. E você acha graça quando ela se lambuza de chocolate ou faz bigode de café ou suja o nariz de sorvete ou joga creme chantilly no seu rosto ou quando faz a barba de shampoo. [...] Ela é humana e você se esquece disso às vezes jogando toda a culpa, ou a calma, ou o amor, ou a esperança ou o que quer que seja em cima dela. Mas calma… Não se preocupa. Ela é sua. Tão sua que faz barulho baixinho pra não ter acordar e anda na ponta do pé por aí. [...] Ela te faz inteiro e te dá a mão no fim do show, da padaria, da roda de samba, do shopping center e te deixa conduzir a coisa toda. A sua melhor metade gosta de te ver dormindo e dorme junto ou do outro lado do mundo pensando em você. Ela é meio suave e calma, meio nostálgica e todas essas coisas que você já sabe de cor. A sua melhor metade, na verdade, é como essa canção de ninar que você toca toda noite. Boa noite, meu bem".
domingo, 10 de novembro de 2013
De vez em quando uma vassourinha.
Têm tempos que Deus pega a vassourinha dele e vai varrendo tudo o que não serve e pesa em nossas vidas. Tudo isso porque chega um tempo em que a gente ta cheio. Cheio de um monte de coisas. E, quando chega esse tempo, é hora de esvaziar um pouco essa carga pesada, jogar fora o que não cabe mais na gente. É tempo de buscar por paz. Por mais difícil que isso seja, tem uma hora que a gente tem que permitir que a chuva lave o que nos, de certo modo, suja. É tempo de abrir os braços e deixar que algo tão invisível e essencial entre em nosso coração e nos faça feliz. Falo isso porque com o amadurecimento a gente aprende que paz, saúde e fé são os três pilares pra felicidade. Quando a gente consegue esse equilíbrio, aí sim estamos limpos para amar o que está ao nosso lado e principalmente dentro de nós pra sermos felizes.
Felicidade não se alcança com ilusão. Primeiro precisamos crescer, amadurecer, enxergar e discernir o que é saudável e o que é desnecessário. Aí sim, só então depois dessas etapas, dessa desintoxicação de vida, é que nos sentimos preparados para virar qualquer página, em qualquer momento. Ser leve na vida é ser feliz por inteiro.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Minha alma
Aí uma amiga postou no Facebook um trecho de uma música do Rappa e depois fez uma análise. Achei muito verdade o que ela disse.
A música é "Minha Alma".
O trecho é:
"Às vezes, eu falo com a vida.
Às vezes é ela quem diz "Qual a paz que eu não quero conservar
pra tentar ser feliz?"
A análise é:
"Queremos tanto a paz, mas há uma parte dela que nós mesmos desprezamos porque, talvez, essa seja a parte que não convém, que não agrada, que exige renúncia, desprendimento, perdão. E, assim,continuamos nos enganando, achando que é possível tentar ser feliz com uma paz pela metade".
E assim é. :)
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