quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Paz.




Em novembro do ano passado estava eu em São Paulo, fazendo um curso de Orçamento de obras. Saí pela cidade para passear, comer, sei la. Era num domingo. Fui andando na Av. Paulista de "cabo a rabo" (literalmente) e comecei a observar tanta gente diferente...

Eram pessoas tatuadas, homossexuais, skatistas, mendigos, cachorros, madames, crianças, saxofonistas, pianistas, palhaços, equilibristas. Vi mímicos, cantores, velhinhos, casais apaixonados, vi beijos intensos, olhares tristes, sorrisos abertos. Carros passavam, motos faziam barulho. Poderia ser o habitual de qualquer dia em São Paulo, mas tinha algo diferente.

Foram 2.700m andando e observando. Havia alguma coisa diferente, realmente. Uma força estranha, uma vibração positiva entrou no meu coração. Não entendi o que era. Não entendo o que foi. Pode ser que tudo estivesse, mesmo, do mesmo jeitinho de sempre; pode ser que fosse coisa da minha cabeça, impressões de quem estava com saudade de São Paulo. Vai ver que fosse isso, mesmo.

De repente veio uma brisa geladinha, como se também passeasse em meio a tanta gente diferente. Não sei, mas aquela brisa também era diferente. Foi então que abri meus braços e comecei a sorrir. Sabe quando um maestro rege uma sinfonia bem serena? Suas mãos ficam num movimento leve e lento? Do mesmo jeito minhas mãos também ficaram. Eu sorri, de verdade. Minha mãe, se olhasse, diria “essa menina ta ficando doida”.

Então, aquilo penetrou no meu coração como a paz que eu sempre gostaria de ter. Que paz maravilhosa! Talvez só eu entenda o que senti. Talvez você já tenha tido essa experiência. Ser feliz sem motivo é a melhor felicidade que existe. É o mais puro significado de paz. Estava em paz. Estou em paz.

Um comentário:

Aline Trindade disse...

São Paulo.. AAAAAH São Paulo. Só lá eu sinto a liberdade na pele. Que saudade dessa cidade :~